A revolução de Paris não é a “Cidade de 15 minutos”
O que Paris fez de fato não foi a cidade de 15 minutos, e confundir as duas coisas atrapalha quem quer copiar.

Virou clichê creditar a transformação de Paris ao conceito de cidade de 15 minutos. O ponto útil para cá é outro: o que Paris executou foi infraestrutura de mobilidade ativa pesada (ciclovia protegida, redução do espaço do carro, requalificação de via), decisão dura e cara, não slogan.
Para quem decide mobilidade no Brasil, importar o rótulo sem a obra é a receita do fracasso conhecido.
O giro, e aqui bate com a nossa tese: cidade não muda por conceito de palco, muda por projeto executado e orçamento bancado. Quem vende a cidade de 15 minutos como atalho está vendendo a placa, não a ciclovia.
Com informações de Caos Planejado.
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