ABCR exige veto a regra que flexibiliza pesagem e alerta para danos em rodovias
A Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR) alerta que a flexibilização da fiscalização do peso por eixo dos caminhões pode acelerar o desgaste do pavimento e exigir investimentos adicionais nas estradas.

A Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR) pediu o veto a uma mudança aprovada pelo Congresso Nacional que altera a fiscalização do peso por eixo de caminhões. A entidade alerta que a medida, ao flexibilizar o controle, pode acelerar o desgaste do pavimento e exigir investimentos adicionais e não previstos nas rodovias brasileiras.
A alteração legislativa afrouxa o controle sobre o peso por eixo dos veículos de carga, permitindo que caminhões mais pesados ou com sobrecarga distribuída de forma inadequada circulem pelas estradas. Tal prática compromete diretamente a durabilidade da infraestrutura rodoviária e a vida útil do asfalto.
Engenheiros de transportes consideram o peso por eixo um dos parâmetros mais críticos no dimensionamento de pavimentos. Cada quilo a mais sobre os eixos eleva exponencialmente o estresse na estrutura da via, acelerando a fadiga e a deformação permanente. O resultado são trincas, afundamentos e buracos que demandam reparos mais caros e constantes.
Para as concessionárias, a regra pode desequilibrar os contratos de concessão, cujas projeções de tráfego e desgaste do pavimento embasam os investimentos iniciais. Uma degradação acelerada das vias implicaria em custos de manutenção e recuperação muito acima do previsto e precificado nos acordos.
As empresas seriam forçadas a arcar com investimentos extras em obras de reforço e manutenção, não previstos nas tarifas atuais ou nos orçamentos de longo prazo. Esses custos adicionais, por sua vez, podem ser repassados aos usuários por meio de reajustes tarifários ou exigir reequilíbrios contratuais com o poder concedente, afetando o orçamento público.
Profissionais da engenharia e gestores de infraestrutura aguardam a decisão sobre o veto presidencial. Se a nova regra for mantida, será preciso reavaliar planos de manutenção e projetos de pavimentação, considerando um cenário de maior estresse estrutural. Isso exigirá revisões de custos, prazos e métodos construtivos para assegurar a segurança e a funcionalidade das rodovias brasileiras.
Com informações de Agência iNFRA.
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