Acelen sobe 17,5% gás de cozinha na Bahia e botijão pode ter alta de R$ 15
Dona da Refinaria de Mataripe, a Acelen reajustou em 17,5% o GLP vendido às distribuidoras baianas, o maior aumento desde a venda da unidade pela Petrobras.

A Acelen, dona da Refinaria de Mataripe, aumentou em 17,5% o preço do gás liquefeito de petróleo (GLP) vendido às distribuidoras da Bahia. O reajuste começou a valer no domingo (1º). Segundo a fonte, a tonelada passou a ser cobrada a R$ 4.664,90. A empresa é a antiga refinaria da Petrobras, vendida à companhia privada, e o aumento é o maior desde essa transferência.
O impacto chega ao consumidor no botijão de 13 kg. Antes do reajuste, o gás custava em média R$ 117,35 na Bahia, segundo a pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Pelas contas da reportagem da fonte, o botijão pode subir até R$ 15 na ponta.
Para quem acompanha o setor de energia, o número chama atenção por ser um reajuste de um único fornecedor sobre o preço de atacado. O GLP da Mataripe abastece as distribuidoras do estado, e a variação no preço da tonelada vai para o botijão por essa cadeia de revenda.
Vale separar o que é preço de refinaria do que é preço na bomba. O valor cobrado pela Acelen é o da venda às distribuidoras, e a conta final do consumidor depende de frete, margem de revenda e tributos, que a fonte não detalha. O aumento de até R$ 15 é a estimativa que a fonte apresenta sobre o botijão, e não um valor fixo aplicado por todos os revendedores.
Na prática, distribuidoras e revendedores baianos devem refazer a precificação do produto a partir da nova tabela. Quem administra contratos de fornecimento, consumo de GLP em processos industriais ou obras com botijão de cozinha no canteiro precisa acompanhar a tabela da Acelen e a pesquisa semanal da ANP para medir o efeito no custo real.
Com informações de Click Petróleo e Gás.
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