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Energia· 28 de julho de 2026· 2 min de leitura

Aneel abre consulta para primeiro leilão de baterias no setor elétrico

Agência debate regras para armazenamento de energia e aponta indefinição sobre o rateio dos custos entre os consumidores.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Aneel abre consulta para primeiro leilão de baterias no setor elétrico

A Agência Nacional de Energia Elétrica deu o passo inicial para a estruturação do primeiro leilão de sistemas de armazenamento de energia por baterias no país. A abertura da consulta pública foi aprovada para debutar as minutas de edital e contrato, marcando a tentativa de integrar novas tecnologias de flexibilidade e segurança à matriz elétrica nacional. O movimento ocorre em meio a debates regulatórios sobre como a infraestrutura será remunerada e quais serão os impactos tarifários diretos para o consumidor final.

Durante as discussões internas na agência reguladora, diretores apontaram preocupações técnicas e financeiras em relação às regras propostas para o custeio dos equipamentos. A principal indefinição gira em torno de como o rateio dos custos de aquisição, instalação e operação das baterias será distribuído nas tarifas de energia. A falta de um modelo definitivo de alocação de encargos gera cautela entre agentes do setor elétrico e investidores.

A tecnologia de armazenamento em larga escala é vista por especialistas da área como um recurso indispensável para mitigar a intermitência de fontes renováveis, como a solar e a eólica, que ganham espaço acelerado no Operador Nacional do Sistema Elétrico. Com a expansão dessas matrizes, o sistema enfrenta desafios diários de rampa de carga e controle de frequência, cenários onde as baterias atuam com resposta rápida para estabilizar a rede de transmissão.

O processo de consulta pública servirá para colher contribuições de geradores, distribuidores, grandes consumidores e fabricantes de tecnologia. As manifestações da indústria e da sociedade civil organizada devem detalhar os riscos operacionais e financeiros embutidos nas minutas atuais. A participação técnica é o instrumento regulatório que a autarquia utiliza para calibrar o modelo antes de publicar o edital definitivo.

A definição exata do modelo de contratação e do encargo tarifário determinará a viabilidade econômica do leilão e o apetite do mercado financeiro pelos projetos. Para o engenheiro eletricista e os gestores de infraestrutura energética, o desfecho desta consulta moldará as regras de integração de novas tecnologias de armazenamento nas subestações e redes de distribuição nos próximos anos.

Com informações de CNN Brasil.

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