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Energia· 02 de outubro de 2026· 1 min de leitura

Primeira bateria em usina solar do Brasil inicia testes na Bahia

Equipamento de 1,25 MW da Statkraft em Uibaí marca a entrada oficial do armazenamento em larga escala integrado à geração fotovoltaica no país.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Primeira bateria em usina solar do Brasil inicia testes na Bahia

A Agência Nacional de Energia Elétrica liberou o início da operação em teste da primeira unidade de armazenamento de energia em bateria acoplada a uma usina solar no Brasil. O sistema pertence ao projeto Sol de Brotas 7, operado pela Statkraft no município baiano de Uibaí. A liberação para os testes práticos na rede entrou em vigor a partir desta sexta-feira, 2 de outubro.

A planta conta com uma potência instalada de 1,25 MW no sistema de baterias, tecnologia amplamente utilizada em mercados externos como nos Estados Unidos, mas ainda inédita em solo brasileiro na integração direta com a matriz solar centralizada. O objetivo central desse tipo de infraestrutura é reter o excedente de energia gerado nos horários de pico solar para injetá-lo na rede de transmissão em momentos de maior demanda.

Essa movimentação representa um marco regulatório e operacional para o setor elétrico nacional, abrindo caminho para debater a inserção regulada de baterias no modelo de leilões e na operação do Operador Nacional do Sistema Elétrico. Até então, o armazenamento de grande porte encontrava barreiras regulatórias e econômicas para decolar no país.

Para o mercado de engenharia e para as empresas de geração fotovoltaica, a fase de testes na Bahia servirá como laboratório prático para aferir a eficiência, a durabilidade e o comportamento operativo dessas unidades frente à intermitência típica das fontes renováveis. Os dados coletados subsidiarão futuras diretrizes para a expansão da infraestrutura de armazenamento no Brasil.

A adoção de baterias em parques solares altera a dinâmica de projetos de engenharia elétrica, exigindo novas diretrizes de proteção, sistemas de controle automatizados e dimensionamento preciso de inversores bidirecionais. O desempenho da planta de Uibaí nos próximos meses definirá o ritmo de adoção dessa tecnologia por outras geradoras de energia no mercado livre.

Com informações de MegaWhat.

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