Aneel decide manter com distribuidoras escolha por rede subterrânea
Área técnica da agência afasta obrigatoriedade de enterramento de fios e deixa a critério das concessionárias a adoção de redes mais robustas.
A área técnica da Agência Nacional de Energia Elétrica recomendou manter as regras atuais que deixam sob responsabilidade das distribuidoras a decisão de enterrar cabos ou adotar padrões mais robustos de infraestrutura elétrica. A manifestação ocorre em meio ao aumento de interrupções no fornecimento de energia provocadas por quedas de árvores sobre a fiação aérea durante eventos climáticos extremos.
Com a recomendação, o órgão regulador afasta, pelo menos por enquanto, a possibilidade de impor obrigatoriedade legal para a conversão de redes aéreas em subterrâneas. A discussão ganha relevância diante da frequência de temporais que atingem áreas de concessão, a exemplo dos impactos registrados na rede da Enel.
Impacto e custos da infraestrutura
A conversão de redes de distribuição de energia aérea para o formato subterrâneo envolve investimentos elevados e complexidade de execução em áreas urbanas consolidadas. A decisão de deixar o encargo com as concessionárias preserva o modelo atual de planejamento de investimentos e repasses tarifários.
Para engenheiros e gestores do setor elétrico, o debate expõe o desafio de dimensionar redes de distribuição para resistir a ventos fortes e tempestades sem elevar desproporcionalmente a tarifa paga pelo consumidor final. A infraestrutura subterrânea protege os condutores contra intempéries, mas exige obras civis complexas e de alto custo.
O próximo passo agora é a análise definitiva da diretoria da Aneel sobre a recomendação da área técnica, o que definirá as diretrizes regulatórias para o planejamento de resiliência das redes de distribuição no país.
Com informações de MegaWhat.
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