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Infraestrutura· 24 de agosto de 2026· 1 min de leitura

Equatorial pode ter alta de 22% na tarifa de energia no RS

Proposta em consulta pública pela Aneel atinge alta e baixa tensão da distribuidora no Rio Grande do Sul.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Equatorial pode ter alta de 22% na tarifa de energia no RS

A Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou a abertura de consulta pública para discutir a revisão tarifária da Equatorial CEEE-D, concessionária que atende o mercado de energia no Rio Grande do Sul. A proposta inicial em análise na autarquia federal aponta para um reajuste médio de 22,31% nas tarifas cobradas aos consumidores gaúchos.

Os impactos do processo variam conforme a classe de consumo atendida pela distribuidora do grupo Equatorial. Para os clientes conectados à alta tensão, que engloba indústrias e grandes estabelecimentos, o índice preliminar calculado pela agência reguladora fica em 15,55%. No segmento de baixa tensão, que atende a maior parte dos consumidores residenciais e comerciais, a projeção de alta chega a 24,24%.

O início do processo regulatório abre espaço para que consumidores, empresas e entidades do setor elétrico apresentem contribuições, críticas e dados técnicos sobre os cálculos apresentados pela agência. A fase de participação social é obrigatória nos processos de revisão tarifária periódica das distribuidoras de energia elétrica no país.

As manifestações recolhidas durante a consulta pública passam por análise técnica da autarquia antes da definição dos índices definitivos que serão aplicados nas contas de luz. O percentual final homologado define a receita permitida da concessionária para a cobertura dos custos operacionais e de expansão da rede de distribuição.

Para o gestor de infraestrutura e o consumidor corporativo, o reajuste em análise altera o planejamento de custos operacionais no estado. A variação tarifária pressiona o orçamento de indústrias e grandes redes comerciais que dependem do suprimento contínuo de eletricidade, exigindo revisão nas projeções financeiras para o próximo ciclo regulatório.

Com informações de Agência iNFRA.

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