Armazenamento solar pode elevar ganhos da MMGD em até 60% para clientes A4
Um estudo aponta que a integração de sistemas de baterias em usinas solares remotas pode gerar um aumento significativo nos créditos de energia para consumidores de média tensão.

A instalação de sistemas de armazenamento de energia (SAE), como baterias, em usinas solares remotas pode elevar em mais de 60% os créditos de energia para consumidores do subgrupo A4 que utilizam micro e minigeração distribuída (MMGD). A conclusão é de uma análise que avaliou o impacto dessas tecnologias no modelo de compensação de energia.
O subgrupo A4 abrange consumidores de média tensão, atendidos em níveis entre 2,3 kV e 25 kV, tipicamente empresas, indústrias e grandes estabelecimentos comerciais. Para esses usuários, a otimização dos créditos de energia é fundamental para a viabilidade econômica de projetos de geração distribuída.
A análise aponta que a presença de baterias confere maior flexibilidade à operação das usinas solares, permitindo que os consumidores do subgrupo A4 potencializem os ganhos com a compensação de energia. Essa otimização é crucial para a atratividade e sustentabilidade dos projetos de geração distribuída no Brasil.
Para o setor de engenharia e infraestrutura, essa descoberta reforça o papel crescente dos sistemas de armazenamento na matriz energética, não apenas como suporte à estabilidade da rede, mas também como ferramenta para otimização econômica. A integração de baterias representa um avanço na eficiência da MMGD.
Profissionais da engenharia e gestores de infraestrutura devem considerar a inclusão de sistemas de armazenamento de energia nos projetos de usinas solares para clientes de média tensão. A projeção de um aumento de até 60% nos créditos indica um retorno sobre o investimento mais rápido e uma maior competitividade para a geração distribuída, alterando a análise de viabilidade técnica e financeira desses empreendimentos.
Com informações de MegaWhat.
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