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Construção· 08 de setembro de 2026· 2 min de leitura

BNDES injeta R$ 77,5 milhões em projeto de terras raras no país

Banco nacional financia iniciativa da mineradora australiana Viridis para o desenvolvimento de elementos críticos.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)· atualizado em 29 de outubro de 2026
BNDES injeta R$ 77,5 milhões em projeto de terras raras no país

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social aprovou um financiamento de R$ 77,5 milhões para impulsionar um projeto estratégico de terras raras conduzido pela mineradora australiana Viridis. Os recursos serão direcionados para estruturar as etapas de pesquisa, desenvolvimento e implantação da infraestrutura necessária para a extração e o processamento desses minerais essenciais. A operação reforça o foco da instituição em fomentar a cadeia de suprimentos voltada para a transição energética e a inovação tecnológica na indústria mineral.

As terras raras compreendem um grupo de dezessete elementos químicos fundamentais na fabricação de ímãs permanentes de alta potência, componentes indispensáveis para motores de veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos eletrônicos avançados. Com a demanda global em alta devido às metas de descarbonização, o mercado desses insumos ganhou prioridade nas agendas industriais de diversas economias. O projeto apoiado pelo banco busca inserir o país de forma mais competitiva nesse cenário de cadeia global de suprimentos tecnológicos.

Impacto na Infraestrutura Mineral

A injeção de capital na Viridis representa um avanço para a consolidação de polos mineradores focados em insumos de alta tecnologia e valor agregado. Diferente da mineração tradicional de volume, a exploração de terras raras exige investimentos robustos em processos metalúrgicos complexos, controle ambiental rigoroso e refinamento tecnológico avançado. A infraestrutura a ser instalada servirá como base para validar a viabilidade comercial das jazidas e garantir padrões operacionais alinhados com as exigências internacionais de sustentabilidade.

Para o setor de engenharia e gestão de projetos minerais, o aporte financeiro sinaliza novas oportunidades na execução de plantas de beneficiamento e na aplicação de engenharia de processos voltada para minerais críticos. A execução bem-sucedida da iniciativa pode abrir caminho para novos investimentos privados no segmento, transformando jazidas locais em ativos de relevância geopolítica e industrial. Acompanhar o cronograma de implantação da mineradora e o desempenho tecnológico da planta piloto será o próximo passo para mensurar a maturidade desse mercado no país.

Com informações de InvestNews.

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