Bolívia libera importação de gás e prevê déficit até 2029
Decreto do governo de Rodrigo Paz autoriza pessoas e empresas a importar gás e GNL para consumo próprio, enquanto a produção boliviana deve ficar abaixo da demanda interna até 2029.

O governo da Bolívia, liderado por Rodrigo Paz, publicou um decreto que autoriza pessoas e empresas a importar gás natural e GNL para consumo próprio. A medida muda a regra de um país que, até aqui, dependia da produção local para abastecer o mercado interno.
O movimento vem de uma queda que já está em curso. Segundo a fonte, as exportações bolivianas de gás caíram mais da metade desde 2014. O país vende gás ao Brasil desde os anos 1990, pelo Gasbol, o gasoduto que liga a Bolívia ao território brasileiro.
O próprio governo boliviano prevê que a produção de gás fique abaixo da demanda interna a partir de 2029. Ou seja, o país deixaria de produzir o suficiente para o que consome, e a importação passaria a cobrir essa diferença.
Para o Brasil, o dado mais sensível é o Gasbol. Quem depende do gás que chega por esse gasoduto acompanha um fornecedor com produção em queda e com o consumo doméstico crescendo na mesma direção. Quanto menos gás sobra para exportar, menos margem existe para contratos de longo prazo.
O decreto não fixa, no material disponível, volumes, preços ou prazos para as importações. Também não detalha como será a logística de entrada do GNL no país. Essas definições dependem de regulamentações que não aparecem no texto da fonte.
Para quem projeta ou opera sistemas de gás, o recado é o de planejar com cenário de oferta mais apertado. Uma produção que cai e um consumo interno que sobe reduzem a folga do sistema regional, e isso pesa sobre contratos, dimensionamento de gasodutos e a escolha entre gás por duto e GNL.
Com informações de Click Petróleo e Gás.
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