Casa dos Ventos recebe aval do Cade para comprar eólica de 500 MW no RS
Aquisicao da SPE Torquato Severo Energia foi aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica e amplia o portfolio da empresa no setor.
A Casa dos Ventos recebeu a aprovacao oficial para a aquisicao da sociedade de proposito especifico Torquato Severo Energia, consolidando sua estrategia de expansao no setor eolico brasileiro. A operacao envolve ativos de geracao de energia renovavel localizados no estado do Rio Grande do Sul, com capacidade instalada total estimada em ate 500 MW. O negocio passou pelo crivo das autoridades regulatorias e teve seu aval publicado nesta terca-feira, 18 de agosto, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
A transacao permite que a companhia assuma o controle dos projetos de desenvolvimento eólico que estavam sob a tutela da SPE Torquato Severo. A iniciativa faz parte do movimento de consolidação de grandes players no mercado de energia limpa, onde a compra de carteiras em fase de desenvolvimento ou estruturação acelera a entrada de novos gigawatts na matriz nacional sem a necessidade de iniciar o processo de licenciamento e medição anemométrica desde a fase zero.
Para o mercado de engenharia e construcao de infraestrutura energetica, a concentracao de ativos em maos de desenvolvedores de grande porte costuma abrir caminho para a contratacao de novos lotes de engenharia civil e eletrica, incluindo a montagem de torres, fundacoes e instalacao de aerogeradores. A regiao sul do pais continua a atrair investimentos expressivos devido ao seu regime de ventos favoravel e a presenca de infraestrutura de transmissao consolidada.
O avanco de projetos com capacidade na casa de centenas de megawatts exige planejamento logistico complexo, principalmente no transporte de componentes de grande porte, como pás e seções de torres, pelas rodovias que atendem os complexos eólicos sulistas. A integracao desses novos parques ao portfolio da Casa dos Ventos reforca a tendencia de industrializacao e escala na geracao eolica onshore no Brasil.
Com a luz verde do Cade, a empresa avanca para as etapas de estructuracao financeira e definicao dos proximos passos de engenharia para viabilizar a construcao dos parques. Os profissionais e fornecedores da cadeia de energia devem monitorar o cronograma de implantacao dos ativos para a futura contratacao de servicos e suprimentos necessarios para colocar os 500 MW em operacao comercial.
Com informações de MegaWhat.
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