Casa impressa em 3D com terra e casca de arroz custa 900 euros
Protótipo na Itália utiliza materiais naturais e tecnologia de impressão tridimensional para erguer 30 metros quadrados de paredes em dez dias.
Uma construção residencial na Itália demonstra a viabilidade de aplicar materiais crus e resíduos agrícolas na fabricação aditiva de estruturas. O projeto de 20 metros quadrados substitui insumos convencionais da construção civil por uma mistura à base de terra, palha e casca de arroz, desafiando métodos tradicionais de alvenaria com o uso de tecnologia de impressão 3D.
A execução do sistema estrutural alcançou a marca de 30 metros quadrados de paredes impressas em um intervalo de dez dias. O método emprega os próprios recursos locais e resíduos da agroindústria, reduzindo drasticamente a dependência de cimento e outros compostos de alta pegada de carbono durante a etapa de fechamento vertical.
O custo dos materiais necessários para a composição da parte externa da estrutura ficou em 900 euros. Esse valor contempla exclusivamente os insumos preenchedores e aglutinantes utilizados pelo equipamento de impressão, evidenciando o potencial de economia direta na fase de infraestrutura e vedação.
A iniciativa aponta para novos horizontes na área de tecnologia aplicada e materiais de construção, unindo técnicas ancestrais de bioconstrução com a precisão da engenharia robótica moderna. A abordagem reduz o transporte de matéria-prima e o desperdício típico de canteiros convencionais.
Para engenheiros e gestores de projetos de habitação, o modelo serve como indicador de viabilidade para protótipos de habitação de interesse social e construções sustentáveis. A adoção de insumos locais diminui custos logísticos, embora exija controle rigoroso de resistência mecânica e retração do material impresso.
Com informações de CPG Click Petróleo e Gás.
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