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Energia· 15 de setembro de 2026· 1 min de leitura

Milwaukee conclui maior usina solar em antigo aterro sanitário

Ampliação de 4,6 MW em antigo depósito de lixo municipal eleva a capacidade total da usina para 6,85 MW na cidade norte-americana.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Milwaukee conclui maior usina solar em antigo aterro sanitário

A Prefeitura de Milwaukee, nos Estados Unidos, inaugurou a maior instalação solar municipal de sua história em uma área que funcionava como aterro sanitário. O projeto recebeu uma nova expansão de 4,6 megawatts, construída em um terreno adjacente ao Aeroporto Internacional Mitchell. Com a entrega, a capacidade combinada do complexo energético alcançou 6,85 megawatts.

A primeira fase da planta fotovoltaica havia sido concluída em 2021, entregando uma capacidade inicial de 2,2 megawatts ao município. A nova expansão absorveu a área remanescente do antigo depósito de resíduos, aproveitando um terreno degradado para a geração de energia limpa sem ocupar zonas residenciais ou comerciais produtivas.

A infraestrutura da usina pertence à concessionária We Energies, que opera a conexão com a rede elétrica local. Por sua vez, a execução e a integração dos equipamentos fotovoltaicos ficaram a cargo da empresa SunVest, especializada no desenvolvimento de projetos solares de grande escala na região.

A escolha de antigos aterros sanitários para a instalação de parques solares consolida uma prática de engenharia voltada à remediação e ao aproveitamento de passivos ambientais. Como esses terrenos possuem restrições severas para uso imobiliário ou agrícola devido à estabilidade do solo e ao monitoramento de gases, as estruturas fotovoltaicas lastreadas em blocos de concreto surgem como alternativa viável para a conversão energética.

Para o setor de engenharia e para os gestores de infraestrutura urbana, projetos desse tipo exigem soluções específicas de fundação que evitem a perfuração da geomembrana de cobertura do aterro. O modelo operacional adotado em Milwaukee demonstra como ativos públicos subutilizados podem ser revertidos em fontes de geração distribuída para abastecer a rede pública e reduzir emissões.

Com informações de Solar Power World (EN).

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