Giro EngenhariaNewsletter
Construção· 10 de julho de 2026· 1 min de leitura

CBIC defende FGTS para habitação e saneamento contra PL da Saúde

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) alerta para o risco de desvio de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) destinados a habitação, saneamento e mobilidade urbana, após aprovação de projeto de lei que prioriza a saúde.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)· atualizado em 22 de julho de 2026
CBIC defende FGTS para habitação e saneamento contra PL da Saúde

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) manifestou preocupação com o Projeto de Lei (PL) 2465/2026, aprovado recentemente na Câmara dos Deputados e encaminhado ao Senado Federal. O texto propõe restabelecer o prazo de vigência para a aplicação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em operações da área da Saúde até o ano de 2030.

Segundo a CBIC, embora habitação e saúde sejam direitos fundamentais dos brasileiros, a saúde já conta com mecanismos de financiamento robustos. O setor da saúde possui obrigação orçamentária nos três níveis de governo, além de recursos provenientes de emendas parlamentares e linhas de crédito junto a bancos públicos.

Para a entidade, a habitação não dispõe da mesma estrutura de apoio financeiro. Os recursos do FGTS, que são de caráter privado, constituem a principal e, muitas vezes, única fonte de financiamento para moradias, projetos de saneamento básico e investimentos em mobilidade urbana.

O prolongamento do uso de verbas do FGTS para a saúde pode, na visão da CBIC, comprometer seriamente a disponibilidade de capital para o desenvolvimento de infraestruturas essenciais. A medida pode desviar fundos cruciais para a construção de moradias populares, a expansão de redes de água e esgoto e a melhoria do transporte público.

Profissionais da engenharia, gestores de obras e decisores de infraestrutura devem observar com atenção o trâmite do PL 2465/2026 no Senado. A aprovação da proposta nos termos atuais pode significar uma redução no volume de recursos disponíveis para novos projetos e para a continuidade de empreendimentos já planejados nas áreas de habitação, saneamento e mobilidade urbana, impactando diretamente o planejamento e a execução de obras no país.

Com informações de Caderno de Negócios CBIC.

Compartilhar:WhatsAppXLinkedIn
Siga o Giro Engenharia:WhatsApp

Leia também

Mais lidas

  1. 1Copasa conclui melhorias na ETE de Campina Verde com R$ 5,2 milhões
  2. 2Obra da Sanepar interrompe fornecimento de água em Curitiba e RMC
  3. 3Obra da Sanepar suspende água em Curitiba e RMC na próxima segunda
  4. 4EPE eleva garantias e restringe venda em leilão de baterias
  5. 5Axia assume controle total de hidrelétrica Três Irmãos por R$ 256 mi

O Giro na sua caixa de entrada

As notícias que importam para quem é da engenharia, uma vez por semana. Sem spam.