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Construção· 03 de setembro de 2026· 2 min de leitura

Checklist de trabalho em altura conforme a NR-35

A NR-35 exige análise de risco, treinamento, aptidão de saúde, sistema de proteção contra queda e plano de resgate antes de subir.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Checklist de trabalho em altura conforme a NR-35

O trabalho em altura pela NR-35 depende de planejamento, análise de risco, autorização do trabalhador e sistema de proteção contra queda antes de alguém subir. A norma regulamentadora é a NR-35, e ela trata de toda atividade acima do limite de altura que a própria norma define, onde há risco de queda.

Antes de subir

Comece pela análise de risco da tarefa. Cada trabalho em altura precisa ser planejado, com avaliação das condições do local, dos equipamentos e do entorno, e muitos casos exigem permissão de trabalho emitida para aquela atividade específica. Improviso em altura é onde acontecem os acidentes mais graves da construção.

Confira a habilitação das pessoas. O trabalhador precisa ser capacitado no treinamento que a NR-35 exige e estar autorizado, com aptidão de saúde avaliada por exame que considere a atividade em altura. Quem não passou pelo treinamento e pela avaliação não sobe, sem exceção.

Sistema de proteção contra queda

A proteção coletiva vem primeiro, sempre que possível. Plataformas, guarda-corpo e fechamento de aberturas eliminam o risco para todos e devem ser a primeira escolha. Quando a proteção coletiva não é viável, entra o sistema de proteção individual contra quedas.

No individual, confira o cinturão tipo paraquedista, e não o cinto abdominal, que não serve para queda, o talabarte adequado, com absorvedor de energia quando for o caso, e principalmente o ponto de ancoragem. A ancoragem precisa resistir ao esforço da queda, e definir onde prender o talabarte é decisão técnica, não escolha do operário no improviso. Inspecione os equipamentos antes do uso, procurando desgaste, costura rompida e trava de mosquetão com defeito.

Resgate e registro

Trabalho em altura exige plano de resgate. Se alguém cair e ficar suspenso pelo cinturão, o tempo de socorro é curto, porque a suspensão inerte tem riscos próprios. Ter equipe e meio de resgate definidos antes de começar é parte da norma, não um detalhe.

Registre tudo: a análise de risco, a permissão de trabalho quando exigida, a conferência dos equipamentos e a autorização das pessoas. Feche a atividade confirmando que a área abaixo estava isolada, porque queda de ferramenta também fere.

Perguntas frequentes

Cinto abdominal serve para trabalho em altura?

Não. O equipamento correto é o cinturão tipo paraquedista, que distribui o esforço da queda pelo corpo. O cinto abdominal pode causar lesão grave na frenagem e não atende à NR-35.

Todo trabalho em altura precisa de permissão de trabalho?

Nem todo, mas a NR-35 exige análise de risco em todos e permissão de trabalho nas situações que a norma e o programa da empresa determinam, geralmente as de maior risco. Confirme o critério vigente com o profissional de segurança.

Por que preciso de plano de resgate se ninguém caiu ainda?

Porque a chance de improvisar um socorro seguro no momento do acidente é baixa. A suspensão inerte no cinturão tem risco em pouco tempo, então o resgate precisa estar planejado antes de a atividade começar.

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