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Urbanismo· 24 de agosto de 2026· 2 min de leitura

Criciúma propõe ferrovia elevada e busca R$ 260 mi na ANTT

Prefeitura entrega projeto para implantação de via férrea elevada e melhorias na mobilidade urbana ao longo do traçado.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Criciúma propõe ferrovia elevada e busca R$ 260 mi na ANTT

A Prefeitura de Criciúma protocolou junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres um projeto voltado para a mobilidade urbana e a infraestrutura ferroviária no município catarinense. A proposta principal consiste na implantação de uma ferrovia elevada, buscando integrar o traçado ferroviário ao desenvolvimento urbano da cidade sem criar barreiras físicas para o trânsito local. A iniciativa foi detalhada em gestões recentes com o órgão federal para buscar viabilização financeira dentro da nova concessão do setor.

Para tirar o projeto do papel, o município estima um aporte de R$ 260 milhões. Os recursos são pleiteados para cobrir os custos de intervenção e adequação da malha férrea existente no perímetro urbano. A ideia central é reorganizar o fluxo de veículos e pedestres que convivem diariamente com a passagem dos trens, reduzindo gargalos logísticos e os riscos de acidentes nas travessias em nível.

A proposta de transposição elevada altera o conceito tradicional de convivência entre malha rodoviária e ferroviária nas cidades de médio porte. Em vez de trincheiras ou viadutos rodoviários tradicionais, a engenharia da ferrovia elevada busca liberar o espaço de superfície para o sistema viário municipal, melhorando a fluidez do tráfego urbano e o planejamento territorial de Criciúma.

Próximos passos e repasses

O avanço da proposta depende diretamente das negociações com a ANTT no âmbito das diretrizes da nova concessão ferroviária. Cabe ao órgão federal analisar a viabilidade técnica e financeira de incorporar o aporte pleiteado pelo município no contrato de concessão vigente ou nas futuras renovações contratuais da malha.

Para o setor de infraestrutura e engenharia urbana, o modelo pretendido em Criciúma serve de termômetro para prefeituras que lidam com conflitos entre ferrovias e áreas densamente construídas. A definição sobre a liberação dos R$ 260 milhões ditará o cronograma de projetos executivos que a prefeitura precisará licitar para iniciar as obras civis.

Com informações de Blog do Prisco.

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