Giro EngenhariaNewsletter
Infraestrutura· 03 de julho de 2026· 2 min de leitura

DNIT incorpora SICFER ao SICRO para padronizar custos na FIOL

Em um movimento para otimizar a gestão de projetos, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) acompanha os serviços de superestrutura da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) com o objetivo de incorporar o Sistema de Custos Ferroviários (SICFER) ao consolidado Sistema de Custos Rodoviários (SICRO).

Redação Giro Engenharia
DNIT incorpora SICFER ao SICRO para padronizar custos na FIOL

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) monitora de perto os serviços de superestrutura ferroviária na Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL). A iniciativa tem um propósito estratégico: incorporar o Sistema de Custos Ferroviários (SICFER) ao amplamente utilizado Sistema de Custos Rodoviários (SICRO), buscando padronizar e otimizar a gestão de custos em grandes empreendimentos de infraestrutura.

Considerada uma das obras ferroviárias mais estratégicas do país, a FIOL ligará regiões produtoras do interior a portos marítimos. Seu objetivo é facilitar o escoamento de cargas e impulsionar o desenvolvimento econômico nacional. A superestrutura ferroviária, foco do monitoramento, compreende a camada final da via permanente, ou seja, trilhos, dormentes e lastro – componentes essenciais para a segurança e a eficiência operacional.

O SICFER foi criado para gerenciar custos específicos de obras e serviços ferroviários, levando em conta suas particularidades técnicas e operacionais. Por outro lado, o SICRO é um sistema consolidado, largamente empregado na orçamentação e controle de custos de projetos rodoviários, reconhecido por sua abrangência e detalhamento.

A iniciativa do DNIT de fundir os dois sistemas representa um avanço significativo na unificação das metodologias de cálculo e acompanhamento de custos entre diferentes modais de transporte. O monitoramento dos serviços na FIOL é fundamental para coletar dados reais e validar os parâmetros de custo na prática, garantindo que a integração reflita a realidade dos canteiros de obras.

Essa harmonização trará benefícios concretos para engenheiros, gestores e tomadores de decisão na área de infraestrutura. Uma base de dados unificada promete mais transparência, precisão e comparabilidade entre os custos de projetos rodoviários e ferroviários, simplificando o planejamento e a alocação de recursos.

A padronização resultará em orçamentos mais realistas e um controle de execução mais eficiente, reduzindo os riscos de estouros de custos e atrasos. Profissionais do setor terão à disposição uma ferramenta mais robusta para elaborar propostas, fiscalizar contratos e avaliar a viabilidade econômica de novos empreendimentos.

A incorporação do SICFER ao SICRO pelo DNIT, com a FIOL servindo de laboratório, estabelece um novo patamar para a gestão de custos em infraestrutura de transportes no Brasil. Isso se traduz em maior previsibilidade para os projetos ferroviários, com metodologias de cálculo mais consistentes e um controle orçamentário rigoroso, impactando diretamente a eficiência e a sustentabilidade das futuras obras no país.

Com informações de www.gov.br.

Compartilhar:WhatsAppXLinkedIn
Siga o Giro Engenharia:WhatsApp

Leia também

O Giro na sua caixa de entrada

As notícias que importam para quem é da engenharia, uma vez por semana. Sem spam.