El Niño pode se estender até 2027, elevando alerta para ondas de calor no Brasil
Projeções climáticas indicam que o fenômeno, caracterizado pelo aquecimento do Pacífico, pode persistir por mais três anos, intensificando riscos para a infraestrutura e a gestão hídrica.
O fenômeno El Niño, que aquece as águas do Oceano Pacífico e impacta o clima global, pode se estender por mais tempo do que o inicialmente previsto. Novas projeções indicam que o evento, antes esperado para terminar em breve, pode persistir até 2027, acendendo um alerta para a ocorrência de ondas de calor "superfortes" no Brasil.
Boletins climáticos recentes apontam que, além de 2024, o El Niño tem grandes chances de se manter ativo durante 2025 e 2026, com uma possibilidade real de se estender até 2027. Essa projeção de longa duração exige um replanejamento imediato, especialmente em regiões do país já historicamente vulneráveis a eventos climáticos extremos.
As ondas de calor resultantes da intensificação do El Niño não poupam a infraestrutura. A construção civil, por exemplo, enfrentará desafios significativos. Temperaturas elevadas impõem a necessidade de adaptar canteiros de obras, com a revisão de horários de trabalho e a implementação de medidas robustas para proteger os trabalhadores.
A demanda por energia elétrica deve disparar com o uso intensivo de sistemas de refrigeração, pressionando as redes de distribuição em todo o país. A gestão da água também será severamente testada. Há riscos de secas prolongadas em algumas regiões e chuvas torrenciais em outras, comprometendo reservatórios e sistemas de saneamento.
A experiência de anos anteriores já revelou a face mais severa do El Niño. Estiagens históricas na Amazônia e chuvas devastadoras no Sul do Brasil são lembranças recentes. A expectativa de um evento prolongado, por mais três anos, eleva a urgência por maior preparo e resiliência das cidades e suas infraestruturas.
Para engenheiros, gestores públicos e decisores do setor, a projeção de um El Niño de longa duração não é apenas uma notícia, mas um chamado à ação. É imperativo revisar planos de contingência e investir em soluções de infraestrutura mais robustas, capazes de se adaptar às mudanças climáticas que já são uma realidade.
Isso significa desde o dimensionamento de sistemas de drenagem mais eficientes para lidar com chuvas intensas até a escolha de materiais de construção que resistam melhor a variações térmicas extremas. A otimização do consumo de energia e água em grandes projetos também se torna crucial.
Com informações de Portal 98 FM Natal.
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