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Energia· 15 de junho de 2026· 1 min de leitura

El Niño turbina energia solar e eólica, mas perdas na rede elétrica persistem como gargalo

Fenômeno climático eleva a produção de eletricidade no Brasil com sol e vento mais intensos. Contudo, a infraestrutura nacional ainda sofre com desperdício persistente, exigindo modernização urgente.

Redação Giro Engenharia
El Niño turbina energia solar e eólica, mas perdas na rede elétrica persistem como gargalo

O Brasil registra um salto na geração de energia solar e eólica, impulsionado pelas condições climáticas do El Niño. A maior incidência de sol e, em algumas regiões, ventos mais fortes, elevam a capacidade produtiva de usinas fotovoltaicas e parques eólicos. Este cenário otimiza o aproveitamento dos recursos renováveis, que ganham cada vez mais espaço na matriz energética nacional.

A variação nos padrões de vento, por exemplo, pode ser um fator decisivo. Enquanto certas áreas se beneficiam de ventos mais potentes e constantes, outras podem sentir uma redução. Essa dinâmica exige uma análise detalhada da localização dos parques eólicos para garantir a máxima produção.

Entretanto, o aumento na oferta de energia limpa não resolve um problema crônico do setor elétrico brasileiro: o desperdício. As perdas técnicas, que ocorrem durante a transmissão e distribuição, e as não técnicas, como furtos de energia, continuam a drenar recursos e comprometer a eficiência do sistema.

A infraestrutura da rede, em muitos casos antiga e ainda não totalmente adaptada à crescente inserção de fontes intermitentes como a solar e a eólica, agrava a complexidade da gestão da energia gerada e consumida.

Essa situação reforça a urgência de investimentos em tecnologias de rede inteligente (smart grids), modernização da infraestrutura de transmissão e distribuição, e o desenvolvimento de soluções de armazenamento de energia. A intermitência natural de sol e vento, mesmo com o impulso do El Niño, demanda sistemas mais flexíveis e robustos para garantir a estabilidade do suprimento.

Para engenheiros e gestores, o desafio é claro: otimizar o sistema elétrico para aproveitar ao máximo o potencial das energias renováveis e mitigar o impacto das perdas. A meta é assegurar um fornecimento de energia confiável e sustentável, independentemente das flutuações climáticas.

Com informações de O Globo.

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