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Energia· 27 de julho de 2026· 2 min de leitura

Engie fecha contrato de R$ 1,2 bi com a WEG para ampliar Usina Jaguara

Contrato prevê o fornecimento de duas novas unidades geradoras para expansão da capacidade da hidrelétrica na divisa entre São Paulo e Minas Gerais.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Engie fecha contrato de R$ 1,2 bi com a WEG para ampliar Usina Jaguara

A Engie Brasil escolheu a WEG para fabricar e fornecer as duas novas unidades geradoras que serão instaladas na Usina Hidrelétrica Jaguara. O empreendimento conta com um aporte financeiro estimado em R$ 1,2 bilhão e faz parte da estratégia da concessionária para elevar a geração de energia em seu parque ativo. A usina está situada estrategicamente no Rio Grande, fazendo divisa entre os estados de Minas Gerais e São Paulo, na altura do município paulista de Rifaina.

O projeto de expansão ganhou tração após a vitória da Engie em leilões do setor elétrico, viabilizando o investimento bilionário na modernização e no aumento da capacidade instalada do complexo hidrelétrico. A escolha da WEG para o fornecimento dos equipamentos eletromecânicos consolida a parceria entre as companhias em grandes projetos de infraestrutura energética no país.

As novas unidades geradoras exigirão engenharia de alta complexidade para integração com a estrutura já existente na hidrelétrica, que opera no Rio Grande há décadas. A montagem dos equipamentos envolverá trabalhos pesados de engenharia eletromecânica no canteiro, exigindo sincronia entre o cronograma de fabricação na fábrica da WEG e as intervenções civis no barateamento e na casa de força da usina.

Para o setor de geração, a expansão de usinas existentes por meio de repotenciação e adição de novas unidades tem sido o caminho mais eficiente para ampliar a oferta de energia sem os impactos ambientais e os custos de licenciamento de um canteiro verde. A injeção de R$ 1,2 bilhão na UHE Jaguara aquece a cadeia de fornecedores de bens de capital e equipamentos de grande porte no Brasil.

Com a assinatura do contrato, os próximos passos envolvem o detalhamento dos projetos executivos de engenharia, a fabricação dos componentes de grande porte e a programação das paradas de manutenção necessárias para a integração física das novas turbinas e geradores. O avanço das obras na divisa paulista será monitorado de perto pelo mercado como um dos principais termômetros de investimentos em infraestrutura de geração no país.

Com informações de Petronoticias.

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