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Energia· 07 de julho de 2026· 2 min de leitura

EPE e ONS definem critérios para medir capacidade da rede em leilão de baterias

A Empresa de Pesquisa Energética e o Operador Nacional do Sistema Elétrico estabeleceram as diretrizes para a avaliação da capacidade de armazenamento de energia em sistemas de baterias, visando o próximo leilão de reserva de capacidade.

Redação Giro Engenharia
EPE e ONS definem critérios para medir capacidade da rede em leilão de baterias

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) definiram os critérios técnicos para a medição da capacidade da rede elétrica no contexto dos leilões de baterias. Esta medida é um passo crucial para a integração eficaz de sistemas de armazenamento de energia no Brasil e para a garantia da segurança e estabilidade do sistema elétrico nacional.

Os novos critérios buscam assegurar que os projetos de armazenamento por baterias, que participarão dos futuros leilões de reserva de capacidade, realmente contribuam de forma otimizada para a infraestrutura de transmissão e distribuição. A iniciativa visa fornecer parâmetros claros para que a capacidade de injeção e absorção de energia desses sistemas seja avaliada com precisão, refletindo seu impacto real na rede.

O leilão de baterias representa uma oportunidade estratégica para o setor elétrico brasileiro, que busca maior flexibilidade e resiliência em sua matriz. Sistemas de armazenamento podem atuar na regulação de frequência, na compensação de flutuações de fontes intermitentes como solar e eólica, e na provisão de reserva de energia, elementos essenciais para a modernização da infraestrutura.

A colaboração entre EPE e ONS é fundamental nesse processo. Enquanto a EPE é responsável pelo planejamento energético de longo prazo e pela elaboração dos estudos que subsidiam os leilões, o ONS atua na operação em tempo real do sistema, garantindo a coordenação e a segurança do suprimento. A definição conjunta desses critérios reflete uma sinergia necessária entre o planejamento e a execução.

Para os profissionais da engenharia e da infraestrutura, esta decisão implica a necessidade de uma adaptação técnica e estratégica. Os projetos de armazenamento de energia deverão ser concebidos e avaliados sob a ótica dessas novas diretrizes, que detalharão as exigências para a conexão e operação das baterias no sistema. É um chamado para o aprimoramento das soluções de engenharia voltadas para a integração de tecnologias de armazenamento.

Com a implementação desses critérios, o mercado de armazenamento de energia no Brasil ganha maior clareza regulatória e técnica. Isso abre caminho para novos investimentos e para o desenvolvimento de projetos mais robustos e alinhados às necessidades do sistema elétrico. O desafio agora é para as empresas e engenheiros que deverão projetar e implementar sistemas que atendam a esses requisitos, garantindo a competitividade e a eficiência das propostas nos próximos leilões.

Com informações de Canal Solar.

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