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Energia· 07 de outubro de 2026· 1 min de leitura

Equinor e Galp arrematam bloco Rodocrosita e levam Rubi na Bacia de Santos

Consórcio entre norueguesa e portuguesa garante bloco Rodocrosita, enquanto Equinor leva Rubi de forma solo no leilão da ANP.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Equinor e Galp arrematam bloco Rodocrosita e levam Rubi na Bacia de Santos

A Equinor expandiu sua presença na Bacia de Santos ao arrematar dois blocos exploratórios durante o leilão do quarto Ciclo de Oferta Permanente sob o regime de partilha, realizado na sede da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, no Rio de Janeiro. Na primeira movimentação, a petroleira norueguesa uniu forças com a portuguesa Galp para garantir a concessão do bloco Rodocrosita. Nesta parceria, a Equinor assumiu a operação com setenta por cento de participação, enquanto a Galp ficou com os trinta por cento restantes.

Logo em seguida, a companhia da Noruega garantiu mais um ativo na mesma bacia marítima de forma isolada, arrematando o bloco Rubi. Para vencer a disputa por esta área específica, a empresa ofereceu um percentual de excedente em óleo de vinte e cinco vírgula zero dois por cento. Ambas as licitações ocorreram sob as regras rígidas do modelo de partilha de produção, que exige compromissos firmes de investimentos na fase exploratória.

Estratégia na Bacia de Santos

A consolidação de portfólio em ativos offshore de alta complexidade reforça a aposta de grandes petroleiras nas bacias do pré-sal brasileiro. A Bacia de Santos abriga alguns dos maiores campos produtores de óleo e gás do país, exigindo tecnologia de ponta em perfuração em lâminas d'água profundas e engenharia submarina avançada para o escoamento da produção.

A entrada da Galp em consórcio com a Equinor no bloco Rodocrosita divide os riscos financeiros e tecnológicos inerentes à fase de exploração, etapa que demanda campanhas sísmicas complexas e poços delimitadores de alto custo. Para a engenharia e para a cadeia de fornecedores de bens e serviços offshore, a movimentação indica que novos projetos de desenvolvimento de campo devem ganhar tração nos próximos anos, movimentando o mercado de plataformas, embarcações de apoio e sistemas submarinos.

Com informações de Petronoticias.

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