Ferrogrão volta ao TCU sem aporte de R$ 3,5 bilhões
ANTT envia nova versão dos estudos da EF-170 ao Tribunal de Contas da União com modelo sem subsídio público e revisão do material rodante.
A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) aprovou o envio de uma nova versão dos estudos da Ferrogrão para análise do TCU (Tribunal de Contas da União). O projeto da EF-170 retorna ao órgão de controle com uma alteração estrutural no modelo financeiro, que exclui a previsão de aporte de R$ 3,5 bilhões em recursos públicos. A decisão consolida a diretriz de viabilizar a concessão ferroviária inteiramente com capital privado.
Com a mudança no formato, a modelagem econômica passa a depender exclusivamente da iniciativa privada para a execução da ferrovia. A linha de 933 quilômetros foi projetada para ligar Sinop, no Mato Grosso, ao porto de Miritituba, no Pará, criando um corredor de escoamento para a produção de grãos da região norte do estado.
Ajuste técnico e frota
Além da retirada do subsídio estatal, a nova documentação enviada ao tribunal traz revisões técnicas no material rodante. Os parâmetros operacionais da ferrovia foram recalculados para garantir a compatibilidade com a demanda projetada de carga, otimizando a eficiência logística do traçado.
A tramitação no TCU representa uma etapa decisiva para destravar o empreendimento logístico. A corte avaliará novamente os aspectos jurídicos, econômicos e ambientais da concessão, considerando o novo desenho financeiro sem o aporte da União.
Para o setor de infraestrutura, a ausência de subsídios públicos impõe um teste sobre a atratividade do ativo para grandes investidores e operadores ferroviários. O modelo final que retornar do tribunal servirá de base para a publicação do edital do leilão da ferrovia.
Com informações de JBNEWS.
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