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Infraestrutura· 17 de outubro de 2026· 1 min de leitura

Fiol na Bahia tem 96 km de trilhos tomados pelo mato e atraso

Ferrovia ocidental baiana iniciada em 2014 acumula atrasos severos com apenas 17,77% de execução do novo contrato frente aos 93,14% previstos.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Fiol na Bahia tem 96 km de trilhos tomados pelo mato e atraso

A expansão da Ferrovia de Integração Oeste-Leste, conhecida como Fiol, no interior da Bahia, acumula problemas graves de infraestrutura e prazos que se estendem por mais de uma década. Um trecho de 96 quilômetros com trilhos já montados encontra-se tomado pelo mato, evidenciando a paralisação e o abandono de frentes de trabalho cruciais para a logística da região.

A iniciativa, que teve início no ano de 2014 com previsão inicial de conclusão ainda para 2015, tropeça em sucessivos entraves contratuais e de engenharia. O projeto enfrenta uma estagnação operacional expressiva, refletida diretamente nos baixos índices de progresso físico medidos nos canteiros.

Dados de execução do atual contrato apontam que apenas 17,77% das obras previstas foram efetivamente realizadas até o momento. O contraste é direto com o cronograma oficial estabelecido para o período, que estipulava um avanço de 93,14% nas intervenções de infraestrutura.

A discrepância entre o planejado e o executado compromete o escoamento de produção mineral e agrícola no estado da Bahia, além de elevar os custos logísticos previstos para a cadeia de transporte ferroviário nacional. A falta de conclusão das obras gera o perecimento precoce de materiais instalados nos trechos.

Para o setor de engenharia e gestão de grandes obras públicas, o caso da Fiol ilustra os riscos de descontinuidades em projetos de infraestrutura de longa maturação. O desafio imediato para os responsáveis passa por mitigar a degradação da supervia já implantada e renegociar prazos e custos para retomar o ritmo dos trabalhos no interior baiano.

Com informações de CPG Click Petróleo e Gás.

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