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Energia· 02 de novembro de 2026· 2 min de leitura

Governo aprova incentivo fiscal para ferrovias FICO e FIOL com R$ 6,4 bi

Projetos ferroviários que somam 849 quilômetros de extensão no Centro-Oeste e no Nordeste ganham incentivo fiscal federal para obras e novas conexões de carga.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Governo aprova incentivo fiscal para ferrovias FICO e FIOL com R$ 6,4 bi

O governo federal aprovou novos incentivos fiscais para o desenvolvimento de dois importantes projetos ferroviários localizados nas regiões Centro-Oeste e Nordeste do país. A medida contempla os trechos da Ferrovia de Integração Oeste-Oeste (FIOL) e da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO), somando uma extensão total de 849 quilômetros de linhas férreas. Os investimentos previstos para a execução dos pacotes de engenharia e construção civil alcançam a cifra de aproximadamente R$ 6,4 bilhões, segundo as diretrizes dos projetos aprovados.

A desoneração fiscal concedida aos empreendimentos projeta uma economia potencial estimada em R$ 486 milhões para os consórcios responsáveis pelas intervenções. Esse tipo de mecanismo federal busca destravar gargalos logísticos históricos na infraestrutura de transportes do Brasil, barateando o custo de implantação de superestruturas de via permanente, terraplanagem, obras de arte especiais e terminais de integração intermodal.

A Ferrovia de Integração Centro-Oeste e a Ferrovia de Integração Oeste-Oeste figuram entre as iniciativas prioritárias para escoamento da produção agrícola e mineral brasileira. A FICO projeta conectar importantes polos produtores de grãos de Mato Grosso à malha ferroviária nacional, viabilizando o acesso direto aos portos de exportação. Já a FIOL atua na ligação de zonas minerais e agrícolas do interior baiano e estados vizinhos até o litoral do Atlântico.

Para engenheiros, projetistas e gestores de infraestrutura, a liberação de aportes atrelados a incentivos fiscais representa o avanço efetivo dos cronogramas de obras de grande porte. A injeção de capital e a desoneração de insumos diminuem os riscos de paralisação nos canteiros, um entrave recorrente em empreendimentos ferroviários de alta complexidade topográfica e ambiental.

As próximas etapas envolvem a consolidação dos frentes de trabalho nos trechos contemplados, intensificando a mobilização de frotas de maquinário pesado e equipes de engenharia geotécnica. O avanço desses corredores logísticos altera permanentemente a matriz de transporte de cargas do país, substituindo o modal rodoviário de longa distância por ferrovias de alta capacidade.

Com informações de Click Petróleo e Gás.

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