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Infraestrutura· 18 de setembro de 2026· 2 min de leitura

Infraero negocia venda de fatia no Aeroporto de Confins

Estatal brasileira prepara a venda de sua participação no terminal mineiro para o grupo ASUR.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Infraero negocia venda de fatia no Aeroporto de Confins

A Infraero avança nas negociações para vender sua fatia acionária no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, Minas Gerais. A operação tem como destino o Grupo Aeroportuário del Sureste, conhecido como ASUR, que recentemente assumiu os ativos aeroportuários que pertenciam à Motiva na América Latina. A transação envolve a transferência de direitos sobre um dos principais terminais concedidos do país, marcando um novo rearranjo na composição societária da infraestrutura aeroportuária nacional.

A movimentação societária ocorre após a ASUR concretizar a aquisição de vinte aeroportos que estavam sob o controle da Motiva na região. Deste total, dezessete concessões estão localizadas em território brasileiro, incluindo justamente a operação do terminal mineiro de Confins. Com a consolidação dessa compra pela empresa estrangeira, a saída da Infraero da estrutura acionária do aeroporto se desenha como o próximo passo natural no processo de transição corporativa.

A participação minoritária que a estatal mantinha nos terminais concedidos na primeira onda de privatizações tem passado por sucessivas mudanças de formato. O modelo original previa a presença obrigatória da Infraero com até quarenta e nove por cento das ações nas sociedades de propósito específico criadas para administrar os aeroportos leiloados pelo governo federal. Nos últimos anos, contudo, o formato regulatório permitiu a desmobilização dessa participação estatal em diversos aeroportos de grande porte.

Para o mercado de engenharia e para as empresas que operam o terminal, a transição consolida o controle privado sobre a gestão operacional e os investimentos em expansão. O Grupo ASUR opera múltiplos terminais internacionais e herda uma estrutura que demanda manutenções contínuas, além de eventuais adequações na infraestrutura de pista e pátio para suportar o crescimento na movimentação de cargas e passageiros na região metropolitana de Belo Horizonte.

Próximos passos da transição

A efetivação da venda ainda depende do cumprimento de etapas burocráticas e regulatórias junto aos órgãos competentes do setor de aviação civil. A saída definitiva da Infraero encerra um ciclo de participação pública direta na operação diária do terminal mineiro, alinhando-se à diretriz federal de fomento à gestão integralmente privada na infraestrutura aeroportuária de alta complexidade.

Com informações de Agência iNFRA.

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