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Construção· 26 de outubro de 2026· 1 min de leitura

Juros altos sufocam a construção civil e batem recorde histórico

Levantamento da CNI e da CBIC aponta que quatro em cada dez empresários do setor apontam a taxa básica de juros como o principal entrave para os negócios.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Juros altos sufocam a construção civil e batem recorde histórico

Quatro em cada dez empresários da indústria da construção civil apontaram as taxas de juros elevadas como o principal problema enfrentado pelo setor no terceiro trimestre de 2026. O indicador revela o tamanho da pressão financeira sobre os canteiros de obras e acende o alerta para investidores e gestores de infraestrutura.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (26) pela Confederação Nacional da Indústria, em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção, por meio da Sondagem Indústria da Construção.

A proporção de empresários que classificam o custo do dinheiro como o maior obstáculo operacional aumentou 3,8 pontos percentuais em comparação direta com o segundo trimestre do mesmo ano. Com esse salto, o índice atingiu o segundo maior patamar registrado em toda a série histórica da pesquisa.

A série estatística conjunta é produzida desde 2015 pelas duas entidades setoriais. O resultado demonstra que o cenário de aperto monetário prolongado continua estrangulando o fluxo de caixa das construtoras e encarecendo o crédito para novos empreendimentos.

O peso do custo financeiro

A taxa de juros elevada lidera o ranking de entraves do setor há vários trimestres consecutivos, mas a distância para os demais problemas operacionais voltou a crescer. O encarecimento do capital afeta diretamente o financiamento da produção imobiliária, a execução de obras de infraestrutura e a compra de insumos pesados.

Para o engenheiro, gestor e tomador de decisão na construção, o ambiente atual exige revisão rigorosa de margens e planejamento financeiro mais conservador. O custo elevado do crédito restringe o lançamento de projetos e paralisa o apetite por investimentos de longo prazo.

Com informações de Caderno de Negócios CBIC.

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