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Construção· 15 de junho de 2026· 1 min de leitura

Justiça de SP derruba flexibilização de ruído em obras civis

A decisão judicial, motivada por ação do Ministério Público, restabelece os limites anteriores de poluição sonora para canteiros na capital paulista.

Redação Giro Engenharia
Justiça de SP derruba flexibilização de ruído em obras civis

A Justiça de São Paulo derrubou o decreto municipal que flexibilizava os limites de ruído para obras de construção civil na capital. A medida, impulsionada por uma ação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), restabelece os parâmetros de poluição sonora que vigoravam antes da normativa do prefeito Ricardo Nunes.

O decreto anterior, editado pela gestão municipal, visava a permitir maior flexibilidade nos horários e níveis de ruído emitidos por canteiros de obras. A intenção era agilizar processos construtivos ou reduzir custos operacionais, ao permitir atividades em períodos antes mais restritos.

O Ministério Público contestou a flexibilização, alegando que a alteração dos limites de ruído poderia impactar negativamente a saúde e o bem-estar dos moradores próximos às construções. A ação judicial argumentou pela proteção ao sossego público e à qualidade de vida.

Com a derrubada do decreto, as empresas e construtoras que atuam em São Paulo devem retornar aos padrões de controle de ruído mais rigorosos. Isso implica, por exemplo, na necessidade de revisar cronogramas de trabalho, métodos construtivos e o uso de equipamentos que gerem menos impacto sonoro.

Para os profissionais da engenharia e gestores de projetos, a decisão exige uma atenção redobrada ao planejamento e execução das obras. Será preciso reavaliar os estudos de impacto de vizinhança, investir em tecnologias de atenuação de ruído ou ajustar os horários de operação para respeitar os limites estabelecidos.

A anulação do decreto representa um custo adicional ou um desafio logístico para o setor da construção civil em São Paulo. Projetos em andamento ou futuros precisarão se adaptar às regras mais estritas, o que pode influenciar prazos e orçamentos, mas garante a conformidade com as normas de proteção ambiental e de bem-estar da população.

Com informações de CBN.

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