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Infraestrutura· 02 de novembro de 2026· 2 min de leitura

Manchester Airports Group abre contrato de £600 mi para obras

Acordo-quadro de £600 milhões cobre obras civis, edificações e instalações elétricas e hidráulicas em três aeroportos do Reino Unido.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Manchester Airports Group abre contrato de £600 mi para obras

A Manchester Airports Group (Mag) Ltd contratou empreiteiras para um acordo-quadro de £600 milhões voltado a obras de construção nos aeroportos de Manchester, East Midlands e Stansted, no Reino Unido. A informação foi publicada pela New Civil Engineer, revista do Institution of Civil Engineers (ICE).

O acordo-quadro é um contrato guarda-chuva. Em vez de licitar cada obra separadamente, a Mag define empresas previamente habilitadas e as chama conforme a demanda dos três terminais. O modelo reduz o tempo de contratação de cada etapa, embora o valor de £600 milhões seja um teto de referência, e não um compromisso fixo de execução.

O escopo cobre três frentes: edificações, obras civis e serviços de instalações mecânicas, elétricas e hidráulicas, conhecidos pela sigla MEP. Na prática, o pacote reúne desde estruturas e fachadas até as redes que sustentam ar-condicionado, energia e água em terminais que operam todos os dias.

Manchester, East Midlands e Stansted têm perfis diferentes. Manchester é o maior aeroporto da rede do grupo e recebe a maior parte do fluxo de passageiros. East Midlands é voltado também a carga, e Stansted atende sobretudo voos de baixo custo na região de Londres. Os três pedem intervenções em ritmos distintos, e o acordo permite distribuir essa demanda entre as mesmas equipes contratadas.

Para o engenheiro e o gestor de obra, o ponto central é a execução dentro de um terminal em funcionamento. Obras de MEP em aeroporto exigem janelas de trabalho noturnas, sequenciamento com a operação e coordenação entre disciplinas, e um framework com empresas já qualificadas tende a encurtar a fase de mobilização.

O que ainda não se sabe, pelo material apurado, é a lista de empresas contratadas, o cronograma de cada etapa e a distribuição do valor entre os três aeroportos. Esses dados devem definir o tamanho real da carteira de cada contratada e as obras que sairão primeiro do papel.

Para quem acompanha grandes obras de aeroporto no Brasil, o caso mostra como operadoras gerenciam investimento recorrente sem licitar cada intervenção isoladamente. A consequência prática é que o mercado de construção dos três aeroportos passa a ter um pacote de demanda previsível, com vagas para as empreiteiras que entrarem na lista.

Com informações de New Civil Engineer (ICE).

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