AXIA investe R$ 200 mi em usina solar flutuante e torre de 40m na Bahia
Aporte no Nordeste testa energia solar flutuante em Sobradinho, armazenamento em baterias e torre geradora de eletricidade e calor.

A AXIA investe mais de R$ 200 milhões em projetos de energia renovável no Nordeste brasileiro, apostando em tecnologias que combinam geração solar flutuante, armazenamento avançado e concentração térmica. Os testes ocorrem no estado da Bahia, com foco em maximizar a eficiência de conversão energética e avaliar o comportamento de novas estruturas em operação real. O aporte financeiro direciona o desenvolvimento de frentes distintas de engenharia para diversificar a matriz limpa da região.
A iniciativa mais visível ocupa as águas do reservatório de Sobradinho, onde uma estrutura flutuante coberta por painéis fotovoltaicos gera eletricidade diretamente sobre a lâmina d'água. Sensores instalados no local acompanham o desempenho operacional e estrutural em tempo real, fornecendo dados cruciais sobre a durabilidade dos materiais e o ganho de eficiência térmica proporcionado pela proximidade com a água.
Tecnologias em campo
A poucos quilômetros do reservatório, a empresa implementou sistemas de baterias gigantes para o armazenamento de energia, ferramenta indispensável para mitigar a intermitência característica das fontes renováveis. A infraestrutura elétrica é complementada por uma torre de 40 metros de altura, projetada para transformar a luz solar simultaneamente em eletricidade e calor por meio de concentração radiativa.
A diversificação de ativos exige dos engenheiros e gestores um rigor técnico elevado no dimensionamento das ancoragens dos flutuadores e na integração dos sistemas de armazenamento com a rede. A operação conjunta de solar flutuante e torre térmica na Bahia serve como campo de provas para futuras instalações de grande porte no setor elétrico nacional.
Para o profissional da área, o avanço desses testes em Sobradinho indica como o mercado nacional absorve tecnologias de ponta em geração híbrida e armazenamento. O monitoramento contínuo dos dados de campo definirá a viabilidade técnica e financeira para a escalabilidade comercial desses sistemas em futuros empreendimentos de infraestrutura energética no país.
Com informações de Click Petróleo e Gás.
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