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Energia· 09 de setembro de 2026· 1 min de leitura

McDermott vence contrato de US$ 750 mi para campo no Chipre

Contrato com a Eni abrange o desenvolvimento submarino do campo de gás Cronos, localizado em águas offshore do Chipre.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)· atualizado em 10 de setembro de 2026
McDermott vence contrato de US$ 750 mi para campo no Chipre

A McDermott foi contratada pela Eni para executar o projeto submarino de desenvolvimento do campo de gás Cronos, situado na costa offshore do Chipre. O acordo, com valor estimado entre US$ 500 milhões e US$ 750 milhões, marca a primeira parceria da prestadora de serviços energéticos com a petroleira italiana em um projeto submarino nessa região do Mediterrâneo.

O escopo da contratação envolve a engenharia, a aquisição, a construção e a instalação de toda a infraestrutura submarina necessária para conectar os poços de gás aos sistemas de produção existentes. Esse tipo de projeto exige alta precisão técnica em ambiente de lâmina d'água profunda, demandando embarcações especializadas e rigor técnico na instalação de dutos e umbilicais.

Para a McDermott, o negócio consolida a presença operacional na bacia do Mediterrâneo Oriental, uma zona que tem atraído investimentos expressivos de grandes petroleiras nos últimos anos devido a descobertas comerciais de gás natural. A empresa tem focado na expansão de sua carteira de projetos offshore de grande porte.

Do lado da Eni, a contratação avança nos planos de monetização das reservas de gás descobertas na região, acelerando o cronograma de suprimento para os mercados energéticos. A infraestrutura submarina é o elo crítico que transforma uma descoberta geológica em produção comercial viável.

Impacto para o setor

Contratos de infraestrutura offshore com essa magnitude financeira movimentam a cadeia global de fornecedores de aços especiais, equipamentos de controle submarino e construtoras navais. O avanço do projeto no Chipre indica que as operadoras continuam investindo em projetos de exploração e produção em águas profundas para garantir a segurança energética regional.

Com informações de Petronoticias.

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