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Energia· 16 de setembro de 2026· 1 min de leitura

MDL conclui descomissionamento de SURF em águas profundas

Empresa britânica finaliza operação de recolhimento de linhas flexíveis e umbilicais na Bacia de Campos usando sistema horizontal.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
MDL conclui descomissionamento de SURF em águas profundas

A companhia britânica MDL concluiu uma campanha de descomissionamento de sistemas SURF (subsea umbilicals, risters and flowlines) nas águas profundas da Bacia de Campos. A operação utilizou o equipamento WHLS da empresa, sigla para Wheeled Horizontal Lay System, a partir de uma embarcação multipropósito contratada para a execução dos trabalhos na costa brasileira.

O escopo da intervenção técnica consistiu no recolhimento completo de linhas de escoamento flexíveis, umbilicais e jumpers que estavam conectados a uma unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência, o FPSO, que já havia sido descomissionado. A complexidade da operação exigiu o manuseio seguro de ativos submarinos pesados em lâmina d'água elevada.

O diferencial técnico da campanha esteve no emprego do sistema WHLS, desenvolvido especificamente para otimizar o manuseio de cabos e tubos flexíveis em operações offshore. O equipamento permite o recolhimento horizontal contínuo, reduzindo o tempo de convés e aumentando a segurança operacional durante o içamento dos materiais.

A Bacia de Campos concentra grande parte dos campos maduros da costa brasileira, o que demanda operações recorrentes de abandono de poços e retirada de infraestrutura submarina. O descomissionamento adequado dessas linhas evita passivos ambientais e libera espaço marítimo para novas instalações energéticas.

Impacto para a infraestrutura offshore

Operações dessa natureza exigem planejamento rigoroso de engenharia naval e logística para garantir que os umbilicais e flexíveis sejam trazidos à superfície sem risco de ruptura. A conclusão bem-sucedida da campanha reforça a viabilidade de novas tecnologias de recolhimento no mercado brasileiro de óleo e gás.

Para as equipes de gestão e engenharia submarina, o avanço em métodos de recolhimento horizontal representa uma alternativa mais ágil frente aos métodos tradicionais de carretel vertical. A eficiência na retirada de ativos antigos dita o ritmo dos próximos cronogramas de desativação de plataformas na região.

Com informações de Petronoticias.

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