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Energia· 22 de junho de 2026· 2 min de leitura

Microgeração de energia solar segue fora de regras de curtailment da Aneel

A relatora de um projeto de lei no Congresso Nacional decidiu manter a isenção para pequenos geradores de energia renovável das diretrizes de corte de produção da agência reguladora.

Redação Giro Engenharia
Microgeração de energia solar segue fora de regras de curtailment da Aneel

A microgeração de energia, especialmente a solar fotovoltaica, continuará isenta das regras de curtailment da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A decisão foi tomada pela relatora de um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional, que optou por não incluir esses pequenos geradores nas diretrizes que permitem o corte da produção de energia por parte da agência reguladora.

O curtailment refere-se à redução programada ou forçada da geração de energia por parte das usinas, geralmente grandes empreendimentos, para garantir a estabilidade do sistema elétrico ou em momentos de excesso de oferta. A Aneel possui normativos que estabelecem as condições e compensações para esses cortes, buscando equilibrar a segurança da rede com a viabilidade dos geradores.

A microgeração, por sua vez, abrange sistemas de geração de energia elétrica com potência instalada de até 75 quilowatts (kW), como painéis solares em telhados de residências e pequenos comércios. Esses sistemas são conectados à rede de distribuição e permitem que o consumidor produza sua própria energia, injetando o excedente na rede e recebendo créditos.

A manutenção da isenção para a microgeração é vista como uma medida de proteção aos consumidores e pequenos investidores que apostam na geração distribuída. A inclusão desses sistemas nas regras de curtailment poderia adicionar complexidade regulatória e incertezas financeiras, desestimulando a expansão da energia renovável em pequena escala.

Historicamente, a microgeração tem sido um vetor importante para a democratização do acesso à energia solar no Brasil, com um crescimento expressivo nos últimos anos. A simplicidade regulatória e os incentivos têm sido cruciais para a adesão de novos usuários e a disseminação da tecnologia.

A decisão da relatora reflete o entendimento de que os impactos da microgeração na estabilidade da rede são marginais em comparação com grandes usinas. Além disso, a flexibilidade e a descentralização desses sistemas oferecem benefícios para a resiliência do sistema elétrico local, reduzindo perdas e a demanda por investimentos em transmissão.

Para os profissionais da engenharia e gestores de infraestrutura, a manutenção desta isenção consolida um cenário regulatório mais previsível para projetos de microgeração. Isso favorece a continuidade dos investimentos em energia solar distribuída, a simplificação do planejamento e a redução de riscos operacionais e financeiros associados a possíveis cortes de produção, garantindo a atratividade do setor para novos empreendimentos e expansões.

Com informações de Poder360.

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