Giro EngenhariaNewsletter
Energia· 22 de junho de 2026· 2 min de leitura

Microgeração de energia solar segue fora de regras de curtailment da Aneel

A relatora de um projeto de lei no Congresso Nacional decidiu manter a isenção para pequenos geradores de energia renovável das diretrizes de corte de produção da agência reguladora.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)· atualizado em 01 de julho de 2026
Microgeração de energia solar segue fora de regras de curtailment da Aneel

A microgeração de energia, especialmente a solar fotovoltaica, continuará isenta das regras de curtailment da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A decisão foi tomada pela relatora de um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional, que optou por não incluir esses pequenos geradores nas diretrizes que permitem o corte da produção de energia por parte da agência reguladora.

O curtailment refere-se à redução programada ou forçada da geração de energia por parte das usinas, geralmente grandes empreendimentos, para garantir a estabilidade do sistema elétrico ou em momentos de excesso de oferta. A Aneel possui normativos que estabelecem as condições e compensações para esses cortes, buscando equilibrar a segurança da rede com a viabilidade dos geradores.

A microgeração, por sua vez, abrange sistemas de geração de energia elétrica com potência instalada de até 75 quilowatts (kW), como painéis solares em telhados de residências e pequenos comércios. Esses sistemas são conectados à rede de distribuição e permitem que o consumidor produza sua própria energia, injetando o excedente na rede e recebendo créditos.

A manutenção da isenção para a microgeração é vista como uma medida de proteção aos consumidores e pequenos investidores que apostam na geração distribuída. A inclusão desses sistemas nas regras de curtailment poderia adicionar complexidade regulatória e incertezas financeiras, desestimulando a expansão da energia renovável em pequena escala.

Historicamente, a microgeração tem sido um vetor importante para a democratização do acesso à energia solar no Brasil, com um crescimento expressivo nos últimos anos. A simplicidade regulatória e os incentivos têm sido cruciais para a adesão de novos usuários e a disseminação da tecnologia.

A decisão da relatora reflete o entendimento de que os impactos da microgeração na estabilidade da rede são marginais em comparação com grandes usinas. Além disso, a flexibilidade e a descentralização desses sistemas oferecem benefícios para a resiliência do sistema elétrico local, reduzindo perdas e a demanda por investimentos em transmissão.

Para os profissionais da engenharia e gestores de infraestrutura, a manutenção desta isenção consolida um cenário regulatório mais previsível para projetos de microgeração. Isso favorece a continuidade dos investimentos em energia solar distribuída, a simplificação do planejamento e a redução de riscos operacionais e financeiros associados a possíveis cortes de produção, garantindo a atratividade do setor para novos empreendimentos e expansões.

Com informações de Poder360.

Compartilhar:WhatsAppXLinkedIn
Siga o Giro Engenharia:WhatsApp

Leia também

O Giro na sua caixa de entrada

As notícias que importam para quem é da engenharia, uma vez por semana. Sem spam.