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Energia· 20 de julho de 2026· 2 min de leitura

Microreatores nucleares de Terra Innovatum alimentarão data centers no Brasil

A Terra Innovatum e a Waiken ILW foram selecionadas para instalar reatores nucleares modulares em infraestruturas de data centers na América Latina e no Brasil.

Redação Giro Engenharia
Microreatores nucleares de Terra Innovatum alimentarão data centers no Brasil

A Terra Innovatum e a Waiken ILW, desenvolvedoras de reatores nucleares micro-modulares, foram selecionadas para implementar sua tecnologia em infraestruturas de data centers na América Latina e, especificamente, no Brasil. A decisão marca um passo significativo na busca por soluções energéticas de alta confiabilidade e baixo impacto para centros de dados.

Com sede global na Itália e escritório corporativo nos Estados Unidos, na Pensilvânia, a Terra Innovatum e a Waiken ILW especializam-se em reatores de pequeno porte, projetados para serem compactos e eficientes. Essa característica os torna adequados para aplicações que exigem uma fonte de energia dedicada e robusta, como os data centers, que demandam um fornecimento contínuo e estável.

Os microreatores nucleares são uma alternativa promissora para atender à crescente demanda energética dos centros de dados. Eles oferecem alta densidade de potência em uma área reduzida, o que é crucial para instalações urbanas ou com espaço limitado. Além disso, a capacidade de operar continuamente sem interrupções e com baixas emissões de carbono alinha-se às metas de sustentabilidade e segurança energética.

A escolha da América Latina e do Brasil como locais para a implantação reflete o rápido crescimento do setor de data centers na região. A expansão da digitalização e da computação em nuvem impulsiona a necessidade de infraestruturas robustas, capazes de sustentar operações críticas com energia confiável e resiliente, minimizando a dependência da rede elétrica convencional.

Para os profissionais da engenharia e da infraestrutura, essa iniciativa representa um novo campo de atuação e desafios. Será necessário desenvolver expertise em licenciamento nuclear, segurança, integração de sistemas e gestão de projetos específicos para essa tecnologia. A regulamentação e a adaptação das normas locais para a operação de microreatores também serão pontos cruciais a serem observados.

A introdução de microreatores nucleares para data centers no Brasil e na América Latina sinaliza uma tendência de diversificação da matriz energética para infraestruturas críticas. Gestores e engenheiros do setor precisarão avaliar a viabilidade técnica e econômica, os requisitos de segurança e as implicações operacionais dessa tecnologia, que pode redefinir o paradigma de fornecimento de energia para centros de dados na região.

Com informações de POWER Magazine.

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