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Energia· 01 de outubro de 2026· 1 min de leitura

Minas Gerais lidera leilao de baterias com margem de quase 3 GW

Projetos em Arinos e Janaúba concentram as maiores margens individuais para conexão de baterias no próximo leilão de reserva de capacidade.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Minas Gerais lidera leilao de baterias com margem de quase 3 GW

Minas Gerais desponta com as maiores margens individuais para a conexão de sistemas de armazenamento de energia em baterias no país. Os projetos Arinos 2, com 2,96 GW, e Janaúba 3, com 2,92 GW, lideram o potencial técnico mapeado para o leilão de reserva de capacidade (LRCap), marcado para dezembro.

O levantamento aponta uma concentração expressiva de capacidade no território mineiro, impulsionada pela infraestrutura de escoamento e pela proximidade com grandes parques de geração solar já instalados. A disputa no leilão deve atrair investidores focados na expansão da flexibilidade operativa do sistema elétrico nacional.

Enquanto Minas Gerais assegura os maiores blocos isolados para novas instalações, o cenário em outras regiões brasileiras é de escassez de pontos de conexão. Estados como Bahia, Alagoas, Ceará, Rio Grande do Norte, São Paulo e Rio Grande do Sul registraram capacidade remanescente zero em diversos barramentos estratégicos.

Essa saturação da rede de transmissão em polos tradicionais de energia renovável restringe novos empreendimentos e valoriza os pontos que ainda dispõem de margem técnica para outorga. Para gestores e desenvolvedores de projetos, a distribuição geográfica evidencia o gargalo logístico e de escoamento que o setor enfrenta atualmente.

Impacto para o setor

A inserção de grandes bancos de baterias na matriz energética responde à necessidade de mitigar o curtailment e garantir estabilidade durante os horários de pico de consumo. O armazenamento em larga escala altera a dinâmica de planejamento para engenheiros eletricistas e empresas de infraestrutura de energia.

O leilão de dezembro definirá os contratos de potência que darão sustentabilidade financeira a esses ativos. A execução técnica exigirá soluções robustas de integração com a rede básica e rigor no cumprimento dos prazos estabelecidos pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico.

Com informações de MegaWhat.

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