Miniusina do IFRN converte entulho em blocos e vence prêmio Samsung
Estudantes do IFRN desenvolveram uma miniusina que processa entulho de obras, transformando-o em blocos de cimento. A inovação, focada na sustentabilidade, venceu um prêmio internacional da Samsung.
Estudantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) desenvolveram uma miniusina capaz de triturar entulho de obras e convertê-lo em blocos de cimento. A iniciativa, que oferece uma solução sustentável para o descarte de resíduos da construção civil, foi reconhecida com um prêmio internacional da Samsung.
A miniusina foi concebida para otimizar o reaproveitamento do lixo gerado em canteiros de obras. Ao processar o entulho, ela transforma um passivo ambiental em um novo material de construção, reduzindo a demanda por recursos naturais virgens e minimizando o impacto ecológico.
Os blocos de cimento produzidos a partir dos resíduos triturados podem ser utilizados em novas edificações ou em projetos de infraestrutura local. Este ciclo de reutilização contribui diretamente para os princípios da economia circular no setor da construção.
A gestão de resíduos da construção e demolição (RCD) é um desafio significativo em centros urbanos e rurais. A geração volumosa de entulho exige soluções eficazes para evitar o descarte irregular e seus impactos ambientais, como a contaminação do solo e da água.
O projeto do IFRN recebeu o prêmio internacional “Solve for Tomorrow” da Samsung, evidenciando a relevância da proposta. O reconhecimento sublinha a capacidade de jovens engenheiros e técnicos em desenvolver inovações práticas e com alto potencial de aplicação no mercado.
Para a engenharia e a construção, a miniusina representa um modelo de como a tecnologia e a criatividade podem abordar problemas ambientais complexos. A solução tem potencial de ser replicada em diferentes escalas, desde pequenos canteiros até grandes obras, oferecendo uma alternativa viável para a valorização de resíduos e a produção local de materiais, impactando diretamente os custos de descarte e a sustentabilidade dos projetos.
Com informações de CPG Click Petróleo e Gás.
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