MME regula compensação por cortes em geração eólica e solar
A Portaria Normativa nº 140/2026 do Ministério de Minas e Energia estabelece diretrizes para a remuneração de usinas eólicas e solares por energia não gerada devido a restrições do sistema.
O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou a Portaria Normativa nº 140/2026, que institui um mecanismo de compensação para empreendimentos de geração eólica e solar. A medida visa remunerar a energia que essas usinas deixam de gerar em decorrência de restrições operacionais ou de transmissão do sistema elétrico brasileiro, um fenômeno conhecido como curtailment.
Historicamente, usinas de fontes intermitentes, como a eólica e a solar, estão sujeitas a cortes na produção quando há excedente de geração ou limitações na capacidade de escoamento da energia para a rede. Essa energia não gerada representa uma perda de receita para os produtores e um risco para os investidores.
A nova portaria busca mitigar esse risco ao estabelecer critérios claros para o cálculo e o pagamento dessa compensação. O objetivo é oferecer maior previsibilidade financeira aos projetos de energias renováveis, tornando-os mais atrativos para investimentos e, consequentemente, impulsionando a expansão dessas fontes na matriz energética nacional.
Para os profissionais da engenharia e gestores de infraestrutura, a regulamentação traz uma mudança significativa no planejamento e na análise de viabilidade de novos empreendimentos. A inclusão da compensação por curtailment no modelo de negócios pode influenciar a escolha de locais, o dimensionamento de projetos e a estruturação de contratos de compra e venda de energia.
Além disso, a medida pode estimular o desenvolvimento de soluções tecnológicas e de gestão para otimizar a operação das usinas eólicas e solares, minimizando os impactos dos cortes e maximizando a eficiência da geração. Isso inclui aprimoramentos em sistemas de previsão de geração, armazenamento de energia e integração com a rede.
A Portaria Normativa nº 140/2026 representa um avanço regulatório fundamental para o setor de energias renováveis no Brasil. Ao garantir uma remuneração por energia não gerada devido a limitações sistêmicas, o MME contribui para a segurança jurídica e financeira dos projetos, o que é crucial para destravar investimentos, acelerar a transição energética e fortalecer a infraestrutura de geração limpa no país.
Com informações de mattosfilho.com.br.
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