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Energia· 05 de novembro de 2026· 2 min de leitura

Navio polar de 103 metros é construído no Espírito Santo

Almirante Saldanha, de 6.804 toneladas, está em construção no Estaleiro Jurong Aracruz para substituir o Ary Rongel nas missões à Antártica.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Navio polar de 103 metros é construído no Espírito Santo

O Navio Polar Almirante Saldanha está sendo construído no Estaleiro Jurong Aracruz, no Espírito Santo. A embarcação tem 103,16 metros de comprimento e deslocamento de 6.804 toneladas, e foi projetada para substituir o Ary Rongel nas missões logísticas brasileiras à Antártica.

Com capacidade para 95 pessoas, o navio leva 26 pesquisadores a bordo. A autonomia informada é de 70 dias. O material da fonte não detalha a autonomia em combustível ou em suprimentos, nem a velocidade da embarcação.

A função do navio combina duas frentes. Ele abastece a Estação Antártica Comandante Ferraz, principal base brasileira no continente, e dá suporte às atividades científicas realizadas fora das instalações em terra. Para a pesquisa, isso significa que a embarcação funciona também como plataforma de apoio, e não apenas como transporte de carga e pessoal.

O diferencial da embarcação, segundo a fonte, está justamente nessa missão científica. O navio foi pensado para levar equipes de pesquisa a locais que a estação não alcança, e a logística de embarque, abrigo e apoio a esses grupos passa a ser parte do próprio projeto.

Para o setor de engenharia naval e offshore, o caso chama atenção pela escala de uma obra feita fora do eixo tradicional da indústria naval brasileira. O estaleiro fica no interior do Espírito Santo, às margens do porto de Aracruz, e a construção de um navio polar com mais de cem metros é encomenda de alta complexidade, com exigências de casco reforçado para gelo e de sistemas de apoio autônomo.

Quem acompanha o programa antártico deve observar a entrega do navio, que substitui um meio em operação há anos e precisa manter a continuidade das missões. A fonte não informa prazo de entrega, valor do contrato ou data de início da operação, e esses dados devem ser cobrados do programa antes de qualquer conclusão sobre cronograma.

Com informações de Click Petróleo e Gás.

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