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Energia· 03 de novembro de 2026· 1 min de leitura

Niterói investe R$ 38 mi para recuperar túnel colapsado

Prefeitura inicia bombeamento com mangueiras marítimas para esvaziar o Túnel do Tibau e executar obra de 12 meses na Região Oceânica.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Niterói investe R$ 38 mi para recuperar túnel colapsado

A Prefeitura de Niterói iniciou em 29 de outubro de 2026 a instalação de mangueiras marítimas na Região Oceânica para bombear água do oceano diretamente para a Lagoa de Piratininga. A intervenção faz parte de uma obra de R$ 38 milhões voltada para sanar o colapso estrutural que atingiu o Túnel do Tibau entre os anos de 2018 e 2019.

Com o sistema de captação e bombeamento de água salgada em andamento, a operação tem previsão de funcionamento até o final de novembro de 2026. Esse fluxo contínuo de água garantirá a preservação ambiental da lagoa enquanto a estrutura principal passa por intervenções de engenharia pesada.

A etapa seguinte ao bombeamento consiste no fechamento definitivo da comporta do Túnel do Tibau. Com o bloqueio do fluxo hídrico tradicional, o interior da estrutura subterrânea de 900 metros de extensão será totalmente esvaziado para permitir o acesso das equipes de construção civil e geotécnica.

O projeto de reabilitação estrutural foi dimensionado com prazo de execução de 12 meses a partir do esvaziamento completo. A intervenção corrige falhas acumuladas desde o desmoronamento ocorrido anos atrás, restabelecendo a estabilidade e a função original do canal.

Impacto na infraestrutura local

O uso de emissários e mangueiras estendidas no mar representa uma solução de engenharia para mitigar impactos ambientais na Lagoa de Piratininga durante o período de obras. A interrupção temporária do canal exigia uma alternativa viável de circulação de água para evitar danos ao ecossistema local.

Para os engenheiros e gestores envolvidos, o desafio central reside na execução segura do esvaziamento e na contenção dos trechos instáveis do túnel. O avanço do cronograma nos próximos meses ditará o ritmo da recuperação da travessia na Região Oceânica.

Com informações de Click Petróleo e Gás.

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