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Energia· 03 de novembro de 2026· 1 min de leitura

Usina de energia de Barueri atinge 88% de execução e foca testes

Instalação de valorização energética de resíduos na Região Metropolitana de São Paulo entra na reta final de construção civil.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Usina de energia de Barueri atinge 88% de execução e foca testes

As obras da usina de recuperação energética de Barueri atingiram 88% de conclusão física, com previsão de início dos testes operacionais para o final deste ano. O projeto representa um marco importante na infraestrutura de saneamento e tratamento de resíduos sólidos do estado de São Paulo, convertendo rejeitos urbanos em eletricidade. O avanço no canteiro de obras consolida as etapas de montagem eletromecânica e fechamento das estruturas principais.

A tecnologia empregada baseia-se na incineração controlada de resíduos sólidos urbanos para a geração de vapor, que por sua vez aciona turbinas geradoras de energia elétrica. Esse modelo de destinação final reduz drasticamente o volume de material enviado a aterros sanitários e aproveita o potencial calorífico do lixo. A implantação exige rigor técnico na filtragem de gases e no controle de emissões, atendendo a rígidos parâmetros ambientais para operar em áreas urbanas adensadas.

Próximos passos e operação

Com a chegada da fase final de implantação, as equipes de engenharia concentram esforços nos sistemas de automação, caldeiras e turbogeradores. Os testes programados para os próximos meses servirão para calibrar os sistemas de queima e verificar a eficiência na conversão energética antes da operação comercial definitiva. A entrada em funcionamento da planta vai injetar megawatts de energia limpa no sistema e alterar a matriz de gestão de resíduos da região metropolitana.

Para o setor de engenharia e gestão de infraestrutura, o empreendimento serve como referência de viabilidade para projetos de concessão voltados à economia circular. A execução bem-sucedida abre precedente técnico e regulatório para que outros municípios adotem a valorização energética como alternativa viável aos aterros convencionais, exigindo novas competências de projeto e operação das empresas de saneamento.

Com informações de Folha de Alphaville.

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