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Energia· 01 de novembro de 2026· 1 min de leitura

Austrália adia megaprojeto de hidrelétrica reversível para 2029

Complexo hidrelétrico de Snowy 2.0 exige escavação de 27 quilômetros de túneis e usina a quase 1 quilômetro de profundidade nas montanhas.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)· atualizado em 02 de novembro de 2026
Austrália adia megaprojeto de hidrelétrica reversível para 2029

O megaproduto de armazenamento energético Snowy 2.0, localizado na Austrália, teve seu cronograma de conclusão estendido para o ano de 2029 devido a complexidades severas nas frentes de escavação subterrânea. A iniciativa consiste em interligar dois grandes reservatórios preexistentes para formar um sistema de hidrelétrica reversível com capacidade de acumular 350 mil MWh de energia, servindo como uma bateria gigante para dar estabilidade à rede elétrica do país.

A engenharia do empreendimento demanda a abertura de 27 quilômetros de túneis através de formações rochosas complexas. Além da rede subterrânea de galerias, o projeto prevê a construção de uma usina hidrelétrica de grande porte instalada a quase um quilômetro abaixo da superfície montanhosa, exigindo alta precisão em geotecnia e métodos avançados de escavação.

O avanço das frentes de trabalho tem esbarrado em condições geológicas adversas que forçaram paralisações temporárias e revisões nas metodologias de suporte estrutural dos túneis. Operar tuneladoras em profundidades elevadas gera pressões de rocha imprevisíveis, exigindo reforços contínuos com concreto projetado, tirantes e instrumentação geotécnica de alta densidade para garantir a segurança das equipes.

Para os engenheiros e gestores envolvidos na obra, o atraso reforça os riscos inerentes a megaprojetos de infraestrutura subterrânea, onde imprevistos no maciço rochoso impactam diretamente o caminho crítico do cronograma. A gestão de contratos e a adaptação rápida de projetos executivos tornam-se fatores decisivos para conter estouros de orçamento e mitigar novos prazos.

A expectativa agora é que a conclusão total das instalações e a entrada em operação comercial ocorram até o final da década, consolidando o complexo como uma das maiores obras de transição energética e armazenamento de longa duração no mundo.

Com informações de Canal Rural.

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