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Energia· 31 de outubro de 2026· 1 min de leitura

Noruega investe US$ 428 mi em eólicas flutuantes gigantes de 18,5 MW

Governo norueguês destina 3,94 bilhões de coroas para dois projetos offshore com turbinas de grande porte em águas profundas.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)· atualizado em 01 de novembro de 2026
Noruega investe US$ 428 mi em eólicas flutuantes gigantes de 18,5 MW

O governo da Noruega anunciou um aporte de 3,94 bilhões de coroas norueguesas, o equivalente a cerca de 428 milhões de dólares, para financiar o desenvolvimento de dois projetos pioneiros de energia eólica offshore. A iniciativa vai testar novas tecnologias de fundação e geração em águas profundas no litoral norueguês, apostando em equipamentos de grande porte para validar soluções de engenharia voltadas ao mercado global de energia renovável.

O plano contempla a instalação de quatro turbinas eólicas flutuantes, cada uma com capacidade nominal de 18,5 MW. Juntas, as estruturas têm potencial estimado para suprir a demanda de eletricidade de 15 mil residências. A escolha por aerogeradores dessa escala reflete a busca por maior eficiência na conversão energética em alto-mar, onde as condições de vento exigem projetos estruturais robustos e sistemas de ancoragem complexos.

Desafios em águas profundas

A engenharia envolvida em parques eólicos flutuantes difere significativamente das instalações tradicionais fixas no leito marinho. Em águas profundas, as plataformas utilizam cabos de tensão e linhas de amuração para manter a estabilidade frente às cargas combinadas de ondas, correntes e rajadas de vento. Os testes na costa da Noruega servirão como um laboratório prático para monitorar o comportamento mecânico desses colossos flutuantes em ambiente real de operação.

Para os profissionais que atuam no setor de infraestrutura energética, o avanço desses testes fornece dados empíricos cruciais sobre fadiga de materiais, dinâmica de fluidos e eficiência na transmissão de energia offshore. A validação de turbinas de 18,5 MW abre caminho para a consolidação comercial dessa tecnologia, reduzindo incertezas técnicas para futuros empreendimentos de grande escala ao redor do globo.

Com informações de Click Petróleo e Gás.

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