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Energia· 01 de novembro de 2026· 1 min de leitura

Noruega investe US$ 428 mi em eólicas flutuantes de 18,5 MW

Governo norueguês destina recursos massivos para viabilizar quatro turbinas eólicas flutuantes de grande porte em alto-mar.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Noruega investe US$ 428 mi em eólicas flutuantes de 18,5 MW

O governo da Noruega anunciou um aporte financeiro de US$ 428 milhões para impulsionar o desenvolvimento de projetos pioneiros de energia eólica offshore flutuante. A iniciativa contempla a instalação de quatro turbinas de 18,5 MW cada, dimensionadas para operar em condições severas de mar aberto e gerar eletricidade suficiente para atender o equivalente a 15 mil residências.

A tecnologia de turbinas flutuantes representa uma mudança drástica no setor de energia renovável, permitindo a exploração de ventos fortes em águas profundas onde fundações fixas no leito marinho seriam inviáveis economicamente. Com potências unitárias de 18,5 MW, os aerogeradores escolhidos para o projeto norueguês estão entre os maiores já projetados para o ambiente offshore.

Projetar estruturas capazes de sustentar pás gigantescas sobre plataformas flutuantes exige engenharia naval e de materiais de alta precisão. O comportamento dinâmico das ondas, as correntes marinhas e as rajadas intensas de vento geram fadiga estrutural severa, demandando sistemas avançados de amarração ao fundo do mar e controle ativo de estabilidade.

O montante de US$ 428 milhões injetado pelo Estado norueguês busca justamente mitigar os riscos financeiros inerentes a essa fase de maturação tecnológica. A construção e testes em escala real servem para validar modelos computacionais e reduzir os custos de fabricação e montagem para futuras instalações comerciais.

Para engenheiros e gestores da cadeia de energia, o avanço norueguês funciona como um termômetro para a viabilidade da transição energética em bacias marítimas profundas. O sucesso operacional dessas quatro unidades definirá o ritmo dos investimentos globais em eólicas flutuantes na próxima década.

Com informações de CPG Click Petróleo e Gás.

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