STF adia julgamento de royalties que ameaça R$ 9,9 bi do Rio
Decisão do ministro Edson Fachin retira da pauta ação sobre a distribuição de royalties do petróleo e mantém liminar de 2013.

O Supremo Tribunal Federal retirou da pauta de julgamentos a discussão sobre a redistribuição dos royalties do petróleo, garantindo um fôlego financeiro temporário para municípios produtores e para o Estado do Rio de Janeiro. A sessão que aconteceria em 4 de novembro foi cancelada após decisão do ministro Edson Fachin.
A disputa envolve as Ações Diretas de Inconstitucionalidade contra a Lei 12.734 de 2012, que altera as regras de partilha dos recursos entre estados e municípios produtores e não produtores. Com a retirada do tema do plenário, a liminar concedida em 2013 continua em vigor e preserva o modelo atual de repasses.
Impacto nas contas públicas
O governo estadual calcula que a aplicação das novas regras traria uma perda estimada em R$ 9,937 bilhões apenas para os cofres fluminenses no ano de 2026. Cidades como Macaé, Campos dos Goytacazes e Maricá dependem fortemente dessa receita para manter investimentos em infraestrutura e serviços públicos.
A indefinição jurídica se arrasta por mais de uma década na corte suprema, gerando incerteza no planejamento orçamentário de longo prazo das administrações locais. O modelo de compensação financeira afeta diretamente a capacidade de investimento em obras públicas nas regiões afetadas pela extração offshore.
O cenário para a infraestrutura
Para gestores públicos e equipes de planejamento, a manutenção da liminar evita um corte drástico imediato na capacidade de investimento municipal. A indefinição, no entanto, paralisa projetos de infraestrutura urbana de maior porte que dependem de fluxos de caixa previsíveis vindos dos royalties.
O setor aguarda a remarcação da data para o julgamento definitivo pelo plenário do Supremo Tribunal Federal, que definirá o marco regulatório e financeiro definitivo para a distribuição da compensação petrolífera no país.
Com informações de Click Petróleo e Gás.
Leia também

Petrobras bate recorde com 3,5 milhões de boed no 3T26
Estatal registra alta expressiva na extração e impulsiona a produção de derivados no terceiro trimestre.
Fonte: Agência iNFRA
Noruega investe US$ 428 mi em eólicas flutuantes de 18,5 MW
Governo norueguês destina recursos massivos para viabilizar quatro turbinas eólicas flutuantes de grande porte em alto-mar.
Fonte: CPG Click Petróleo e Gás

Noruega investe US$ 428 mi em eólicas flutuantes gigantes de 18,5 MW
Governo norueguês destina 3,94 bilhões de coroas para dois projetos offshore com turbinas de grande porte em águas profundas.
Fonte: Click Petróleo e Gás
Aneel define bandeira verde na conta de luz para novembro
Agência reguladora confirma que o sistema de bandeiras tarifárias continuará sem cobrança extra para os consumidores em todo o país.
Fonte: MegaWhat
O Giro na sua caixa de entrada
As notícias que importam para quem é da engenharia, uma vez por semana. Sem spam.
