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Energia· 15 de julho de 2026· 1 min de leitura

ONS contrata 344 MW em redução de consumo com 49% de deságio

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) fechou contratos para diminuir em 344 MW o consumo de energia, com um deságio médio de 49,23% em relação ao preço de referência.

Redação Giro Engenharia
ONS contrata 344 MW em redução de consumo com 49% de deságio

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) firmou contratos para a redução de 344 MW no consumo de energia, com um deságio médio de 49,23%. Essa iniciativa visa garantir a segurança e a estabilidade do sistema elétrico brasileiro, utilizando a flexibilidade da demanda como recurso operacional.

A contratação faz parte de um mecanismo em que grandes consumidores ou agregadores se comprometem a diminuir sua carga em momentos de necessidade do sistema. O deságio de quase metade do valor de referência indica uma forte concorrência e interesse dos participantes em oferecer essa capacidade.

O valor total de 344 MW representa uma capacidade significativa de modulação da demanda, equivalente à produção de uma usina termelétrica de médio porte. Essa estratégia permite ao ONS gerenciar picos de consumo ou situações de menor oferta de energia sem recorrer a medidas mais drásticas, como cortes de carga.

A metodologia de contratação envolve leilões ou chamadas públicas, onde os proponentes oferecem a capacidade de redução de demanda e são remunerados por essa disponibilidade, além de um pagamento adicional caso a redução seja efetivamente solicitada. O deságio apurado de 49,23% reflete a diferença entre o preço máximo estabelecido e o preço efetivamente contratado.

Para os profissionais da engenharia e gestores de infraestrutura, a expansão desse tipo de contratação sinaliza uma crescente valorização da gestão ativa da demanda. Isso impulsiona o desenvolvimento de soluções tecnológicas e modelos de negócio focados na eficiência energética e na flexibilização do consumo, impactando diretamente o planejamento e a operação de grandes instalações industriais e comerciais.

Com informações de Valor Econômico.

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