ONS: Cortes de energia devem diminuir, mas seguem 'expressivos' até 2030
O Operador Nacional do Sistema Elétrico projeta uma redução no volume de curtailment nos próximos anos, porém o expediente de cortes obrigatórios de geração permanecerá recorrente no fim da década.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) prevê uma diminuição dos cortes obrigatórios na geração de energia, conhecidos como curtailment, até o ano de 2030. Apesar da redução esperada, o ONS alerta que esta prática ainda será "expressiva" e recorrente no sistema elétrico brasileiro ao final da década.
O curtailment refere-se à interrupção forçada da produção de energia por usinas, seja por motivos de segurança do sistema, limitações na transmissão ou, como destacado pelos técnicos do ONS, por motivação energética, quando a oferta de eletricidade é maior do que a demanda da carga. Esta situação ocorre, por exemplo, com o aumento da geração renovável intermitente, como solar e eólica, que podem gerar picos de produção em momentos de baixa demanda.
A projeção do ONS indica um esforço para otimizar a operação da rede, mas também reflete os desafios na gestão de um sistema elétrico em constante evolução. A expansão da capacidade de geração, especialmente de fontes variáveis, exige um planejamento robusto da transmissão e da capacidade de armazenamento, para evitar gargalos e o desperdício de energia gerada.
Para os profissionais da engenharia e gestores de infraestrutura, a manutenção de um volume "expressivo" de curtailment até 2030 implica em riscos e oportunidades. Geradores podem enfrentar perdas de receita pela energia não entregue, enquanto investidores em novas usinas precisam considerar este fator na viabilidade econômica dos projetos.
A necessidade de cortes obrigatórios aponta para a urgência em fortalecer a infraestrutura de transmissão e distribuição, além de desenvolver soluções de armazenamento de energia em larga escala. Tais medidas são cruciais para integrar de forma mais eficiente as fontes renováveis e garantir a estabilidade e a segurança operacional do sistema.
Neste cenário, empresas e engenheiros da área devem estar atentos às diretrizes do ONS e aos planos de expansão da rede. A capacidade de prever e mitigar o curtailment será um diferencial competitivo, exigindo projetos de infraestrutura elétrica mais resilientes e flexíveis, capazes de se adaptar às flutuações da oferta e demanda de energia.
Com informações de Agência iNFRA.
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