ONS gerencia rampa de 25 GW na rede elétrica após jogo e queda da solar
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) registrou uma rápida variação de 25 GW na demanda por energia, combinando o fim de um jogo da seleção brasileira com a redução da geração solar.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) enfrentou um desafio operacional significativo ao gerenciar uma rampa de 25 GW na rede elétrica, uma variação de grande porte impulsionada pela combinação do final de um jogo da seleção brasileira com a diminuição da geração de energia solar.
Uma rampa de 25 GW representa um aumento ou redução abrupta na demanda ou oferta de energia, exigindo uma resposta coordenada para manter a estabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN). Este volume equivale a uma parcela considerável da carga média do país, que gira em torno de 70 a 80 GW, dependendo do período.
Durante jogos de futebol de grande apelo, o consumo de energia tende a diminuir, pois atividades comerciais e industriais são reduzidas e as pessoas se concentram em assistir. Ao término da partida, há um rápido retorno à normalidade, com o ligamento simultâneo de diversos aparelhos e iluminação, criando um pico de demanda.
Este cenário foi agravado pela saída da geração solar, que naturalmente diminui ao pôr do sol. A energia solar fotovoltaica, por sua natureza intermitente, contribui com uma parcela crescente da matriz, mas sua disponibilidade é diretamente ligada à luz solar. Quando o sol se põe, essa fonte de energia é substituída por outras, gerando uma demanda adicional para o sistema.
A sobreposição desses dois eventos – o aumento repentino da demanda pós-jogo e a queda da oferta solar – criou um vácuo energético que o ONS precisou preencher rapidamente. A gestão exigiu a mobilização ágil de usinas termelétricas ou o ajuste na geração hidrelétrica para compensar a variação e evitar desequilíbrios na frequência da rede.
Para os profissionais da engenharia e da infraestrutura, este evento sublinha a crescente complexidade da operação do sistema elétrico. A integração de fontes renováveis intermitentes, como a solar e a eólica, exige maior flexibilidade da matriz, investimentos em armazenamento de energia (como baterias) e sistemas de previsão de carga e geração mais sofisticados. A capacidade de resposta rápida do ONS é crucial para garantir a segurança e a confiabilidade do abastecimento em um cenário de transição energética.
Com informações de CNN Brasil.
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