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Energia· 30 de junho de 2026· 2 min de leitura

ONS: Queda de consumo em jogos do Brasil exige corte de eólica e solar

O ONS gerencia quedas bruscas no consumo de energia durante jogos da seleção, o que exige a redução da geração eólica e solar para estabilizar a rede.

Redação Giro Engenharia
ONS: Queda de consumo em jogos do Brasil exige corte de eólica e solar

Durante as partidas da seleção brasileira de futebol, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) enfrenta um cenário operacional complexo devido à queda significativa no consumo de energia. Essa redução na demanda obriga o ONS a tomar medidas como a diminuição da geração de fontes eólica e solar para manter a estabilidade da rede elétrica nacional.

O fenômeno, observado em jogos anteriores, caracteriza-se por uma diminuição acentuada da atividade econômica e doméstica, que se reflete diretamente na carga do sistema. Para o próximo jogo do Brasil, a expectativa é de que essa dinâmica se repita, exigindo um gerenciamento ainda mais preciso por parte da equipe de operação.

A necessidade de reduzir a geração de parques eólicos e solares surge porque essas fontes, embora limpas, são intermitentes e não despacháveis, ou seja, sua produção não pode ser facilmente controlada para se ajustar à demanda. Com a demanda caindo, o excesso de oferta dessas fontes pode desestabilizar a frequência e a tensão do sistema.

A complexidade da operação reside não apenas na queda inicial, mas também na rápida retomada do consumo após o apito final. O ONS precisa coordenar a redução e, posteriormente, o aumento da geração de outras fontes, como hidrelétricas e termelétricas, que são mais flexíveis e podem responder rapidamente às variações da demanda.

Essa gestão de picos e vales de consumo, exacerbada por eventos como jogos de futebol de grande apelo, ressalta os desafios da integração de um volume crescente de energia renovável na matriz elétrica. Exige investimentos em tecnologias de armazenamento de energia, sistemas de previsão mais precisos e maior flexibilidade operacional das usinas convencionais.

Para os profissionais da engenharia e gestores de infraestrutura, a situação evidencia a importância de um planejamento energético robusto que contemple não apenas a capacidade de geração, mas também a resiliência e adaptabilidade da rede a flutuações inesperadas. A otimização do despacho e a modernização da infraestrutura de transmissão tornam-se cruciais para garantir a segurança e a eficiência do suprimento elétrico.

Com informações de Estadão.

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