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Energia· 30 de junho de 2026· 2 min de leitura

ONS registra queda de até 21% no consumo de energia em jogo da Copa

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) observou uma redução significativa na demanda por eletricidade durante a estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo.

Redação Giro Engenharia
ONS registra queda de até 21% no consumo de energia em jogo da Copa

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) registrou uma queda de até 21% no consumo de energia elétrica durante o primeiro jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo. A redução, que varia conforme a região e o momento da partida, reflete a paralisação de atividades e a concentração de pessoas em torno do evento esportivo, impactando diretamente a carga do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Este fenômeno é comum em eventos de grande apelo nacional, como jogos da Copa do Mundo, feriados prolongados e datas comemorativas. Durante esses períodos, o perfil de consumo da população muda drasticamente, com a interrupção de processos industriais, comerciais e até mesmo residenciais para acompanhar o evento.

Para o ONS, responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Brasil, essas flutuações representam um desafio operacional significativo. A queda abrupta na demanda exige uma resposta rápida e precisa para ajustar a geração de energia e manter a estabilidade da frequência e da tensão na rede.

A gestão dessas variações envolve a modulação da produção de usinas hidrelétricas, que possuem maior flexibilidade para iniciar ou interromper a geração rapidamente, e o ajuste da operação de usinas termelétricas, que têm menor agilidade. O objetivo é evitar sobrecargas ou subtensões que possam comprometer a qualidade do fornecimento de energia.

O monitoramento em tempo real e a capacidade de previsão são cruciais para que o ONS possa antecipar essas mudanças e programar as ações necessárias. Modelos de previsão de carga são constantemente aprimorados para incorporar o impacto de eventos sociais e climáticos, garantindo uma operação mais segura e eficiente do sistema.

Para os profissionais da engenharia e gestores da infraestrutura, a ocorrência de quedas e picos de demanda como os observados em jogos da Copa reforça a importância de sistemas elétricos resilientes e flexíveis. Isso exige investimentos contínuos em tecnologias de gestão de rede, automação e fontes de geração com capacidade de resposta rápida, visando aprimorar a estabilidade operacional e a segurança energética do país.

Com informações de InfoMoney.

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