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Infraestrutura· 15 de agosto de 2026· 1 min de leitura

Petrobras acha petróleo e gás em águas ultraprofundas na costa do Amapá

Constatação de hidrocarbonetos no bloco FZA-M-59 valida a aposta da estatal na Margem Equatorial dez meses após a licença do Ibama.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Petrobras acha petróleo e gás em águas ultraprofundas na costa do Amapá

A Petrobras confirmou a presença de hidrocarbonetos em águas ultraprofundas na costa do Amapá, na Bacia da Foz do Amazonas. A descoberta ocorreu no bloco exploratório FZA-M-59, localizado a 175 quilômetros da costa amapaense, marcando um avanço importante para as operações na chamada Margem Equatorial brasileira.

Os indícios foram constatados por meio de perfis elétricos e de análises de amostras de rocha extraídas no local. O trabalho técnico de perfuração chega à fase final poucos meses antes do prazo previsto para o encerramento das atividades nesta etapa do cronograma da companhia.

A confirmação técnica chega dez meses após a emissão da licença ambiental por parte do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), autorização que viabilizou o início da campanha exploratória na região.

A Margem Equatorial é tratada pela indústria de óleo e gás como a nova fronteira petrolífera do país, com características geológicas semelhantes às de bacias na costa oeste da África, onde grandes volumes de hidrocarbonetos já foram descobertos em décadas recentes.

Para o setor de engenharia e infraestrutura offshore, a descoberta exige o desenvolvimento de tecnologias específicas para águas ultraprofundas e condições oceanográficas complexas, como correntes marítimas fortes na foz de grandes rios.

Os próximos passos da estatal envolvem a consolidação dos dados coletados nos perfis e a conclusão do poço atual, etapas determinantes para dimensionar o volume comercial da reserva e definir a viabilidade de futuras fases de desenvolvimento.

O avanço na campanha exploratória impacta diretamente a cadeia de suprimentos de construção naval e serviços submarinos, definindo o ritmo de novos investimentos em engenharia de exploração e produção na costa norte brasileira.

Com informações de Brasil Mineral.

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